Incongruências

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De acordo com o Dicionário Informal, incongruência é “aquilo que não condiz; que não se adapta; incompatível, incoerente; não concordante; inconveniente”. No texto de Marcos 14.43-50, que narra a prisão de Jesus, há uma série de incongruências.

A narrativa começa relatando que, enquanto Jesus falava com Pedro, Tiago e João, no Getsêmani, chegou Judas acompanhado de uma multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos. Uma multidão armada enviada por líderes religiosos?! Que associação deveria haver entre religião e armas?

Judas ia ao encontro de Jesus para entrega-lo aos líderes religiosos dos judeus. Como estava de noite, precisava identifica-lo, de modo que a multidão armada pudesse captura-lo. Qual o sinal combinado para tanto? Um beijo de saudação. Uma traição através de um ato de afeto?! Que associação deveria haver entre afeto e traição?

Com a prisão de Jesus, um de seus discípulos puxou uma espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. Um discípulo de Jesus armado e usando de violência?! Que associação deveria haver entre fé e violência?

Diante de toda essa cena, Jesus disse: “Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham me prender com espadas e varas? Todos os dias eu estive com vocês, ensinando no tempo, e vocês não me prenderam?”. Jesus sendo tratado como um bandido?! Que associação deveria haver entre o Príncipe da Paz e uma rebelião?

Finalmente, como resultado de todos esses acontecimentos, os discípulos de Jesus o abandonaram e fugiram. Os seguidores de Jesus o abandonando?! Que associação deveria haver entre discipulado e deserção?

Todas essas incongruências foram provocadas pelas circunstâncias do momento: a prisão de Jesus. Momentos de tensão podem gerar incongruências. Na verdade, a vida está sujeita a incongruências. Se Jesus as experimentou, porque nós não as experimentaríamos?

Em nossas vidas, as incongruências podem se dar de três maneiras. Podemos sofrê-las e testemunha-las, como foi o caso de Jesus, e podemos, ainda, pratica-las. O que fazer diante das sofridas? E das testemunhadas? E como lidar com as praticadas? Uma coisa é certa, incongruências não podem ser bem-vindas.

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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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