Quem é o seu Deus? Sexo?

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Desafio da última lição:

Pergunta:

Alguém teve a oportunidade de praticar a generosidade durante a última semana? Quem gostaria de compartilhar a experiência vivenciada?

Introdução:

Juntamente com o Dinheiro, o Sexo é um grande deus atual. Alguém já disse que o Sexo é a mola mestra do mundo. Contudo, assim como no caso do Dinheiro, o problema não está no Sexo em si. O Sexo foi criado por Deus, tem sua origem nele, e não é uma das corrupções geradas pelo pecado, ou uma obra do Diabo. A questão é quando o Sexo assume um lugar que não lhe é devido em nossos corações e o praticamos de forma pecaminosa e desagradável a Deus. Nesses casos, ele pode se tornar o nosso dono.

Desenvolvimento:

Pergunta:

Como a sociedade atual tem visto e praticado o Sexo?

O pecado sexual é também chamado de luxúria, a qual, segundo a Wikipedia, tem diversas ramificações: prostituição, sodomia (homossexualismo), pornografia, incesto, pedofilia, zoofilia ou bestialismo, fetichismo, sadismo (busca de prazer infligindo dor ao parceiro) e masoquismo (busca de prazer recebendo do parceiro punições que envolvem dor), desvios sexuais e outras parafilias (masturbação, sexo anal, etc). Em Levítico 18.1-30, há uma lista semelhante. Ao olharmos para a sociedade atual, não é difícil perceber que ela está completa e profundamente contaminada pela luxúria. Para confirmar isso, vejamos os textos a seguir.

Leitura e discussão:

Leia com os participantes os textos a seguir. Após a leitura de cada texto, promova uma breve discussão, perguntando: O que mais chamou a sua atenção nesse texto? Se preferir, faça isso com apenas dois dos textos abaixo.

  1. Resultados de uma pesquisa (Blog de Reinaldo Azevedo, veja.com, 19/06/2009)

Os brasileiros estão fazendo mais sexo casual, usando menos camisinha e já incorporaram a internet como meio de encontrar parceiros sexuais. É o que revela uma pesquisa nacional do Ministério da Saúde. Em pesquisa similar feita em 2004, 4% dos entrevistados disseram ter tido mais de cinco parceiros eventuais no ano. Em 2008, o índice passou para 9,3%. Quase um terço dos homens e um quarto das mulheres tiveram algum relacionamento casual (relações sexuais com paqueras, ficantes, etc, na definição do ministério) ao menos uma vez no último ano. Os resultados não surpreenderam Alexandre Saadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo especializado em sexualidade. Segundo ele, o brasileiro vive uma nova onda de liberação, em que mais gente faz sexo com diversos parceiros e se protege menos. A pesquisa mostra ainda que 21% dos homens e 11% das mulheres disseram ter traído seus parceiros ao menos uma vez no último ano – a maioria, sem usar camisinha. O levantamento também aponta que 10% dos homens e 5% das mulheres sexualmente ativas tiveram experiências homossexuais.

  1. Desabafo de uma jovem (Blog Consultório Sentimental, veja.com, 12/05/2010)

Tenho 25 anos. Minha vida sempre foi normal, cursei a universidade, consegui um bom trabalho e cresci intelectualmente. Tive bons namorados, mas de uns tempos pra cá as coisas estão mudando. Só me interesso por rapazes que nada têm a ver comigo. No começo, fantasio coisas boas. Depois, percebo que só querem sexo e os satisfaço. Sou uma fonte para eles. O problema é que eu busco o carinho nessas relações e não encontro. Saio, sou paquerada, mas não tenho vontade de ficar com ninguém. Volto para os antigos, com quem faço sexo sem compromisso e sem a necessidade de conquista. Isso já dura dois anos e eu não consigo mudar essa situação. Acho que só tenho sexo a oferecer e receber!!! Não consigo me abrir de nenhuma outra maneira para as pessoas. Me ajude.

  1. Matéria sobre sexting (Vida Digital, veja.com, 08/07/2012)

Uma pesquisa publicada nos Estados Unidos nesta semana revelou que quase 30% dos adolescentes americanos já praticaram alguma vez o sexting – ou seja, usaram seus smartphones para disparar mensagens contendo fotos em que aparecem nus, acompanhadas ou não de texto. O número, é claro, assusta. E os estudiosos da Universidade do Texas responsáveis pela pesquisa descobriram ainda outras pistas que ajudam a entender melhor esse fenômeno. A principal delas é que o sexting tem um vínculo com a prática “real” do sexo. De acordo com o levantamento, entre as adeptas do compartilhamento de fotos íntimas, cerca de 80% já praticaram sexo; o número de sexualmente ativas cai pela metade entre aquelas que também não se envolvem com sexting. Entre os garotos, o comportamento é semelhante. “Ainda não sabemos se é o sexting que leva ao sexo ou vice-versa, mas a prática de compartilhar essas imagens íntimas parece ser um bom indício de comportamento sexual”, afirma o psicólogo Jeff Temple, principal autor do estudo. “Se um adolescente está enviando SMS com fotos ousadas, provavelmente já está fazendo sexo.” Ou está a caminho de perder a virgindade.

  1. Reflexões de um não religioso (Blog do Rodrigo Constantino, veja.com, 16/02/2014)

Bacanal, orgia, troca-troca, vulgaridade, nada disso é novo. O que talvez seja novidade é a banalização destas práticas. Aquilo que existia no submundo ou fora dos holofotes, protegido pela hipocrisia moralista (que fosse), hoje virou motivo de orgulho, ou de autenticidade, de expressão legítima de nossos desejos. Mario Vargas Llosa, em seu livro A Civilização do Espetáculo, fala do assunto. Para o escritor peruano, pornografia é uma coisa, erotismo é outra, mais reservada, sutil, individual. Vivemos na era da pornografia escancarada, não do erotismo. As pessoas, um tanto mimadas e narcisistas, não aceitam mais que nada fique entre seus desejos mais primitivos e suas ações. Ética seria o freio entre uma coisa e outra. Hoje, isso está démodé, fora de moda. Casas de swing lotadas, velhinhas simpáticas ensinando como usar direito vibradores na televisão, bailes funks com “trenzinhos” de sexo vistos como a coisa mais normal do mundo, paradas gays repletas de baixaria, enfim, vale tudo em nome da diversão, do aqui e agora, do carpe diem. Careta é aquele que encontra forças em algum lugar para barrar tais impulsos. A promiscuidade deixou de ser vulgar e passou a ser um estilo de vida amplamente aceito. Disse que a promiscuidade deixou de ser vulgar? Minto. A vulgaridade é que passou a se impor como modismo. Quem ousa buscar valores morais nas tradições só pode ser um “reacionário”, um conservador, uma peça de museu, um chato de galochas que insiste em se meter na “busca da felicidade” dos demais. Pergunto: encontram? Encontram a felicidade com tal estilo hedonista de vida? Então por que cada vez mais remédios antidepressivos sendo vendidos nas farmácias? Por que mais e mais drogas para atender à “pulsão de morte” dessas pessoas? Vejam o filme “Shame” e entendam o resultado prático de quem coloca no sexo voraz e irrestrito sua fonte de “felicidade”: a extrema infelicidade. Em uma vida sem sentido, sem propósito decente e criativo, ou sem Deus (como diria Dostoiévski e muitos conservadores religiosos), cada um vai buscar uma “rota de fuga”. O hedonismo talvez seja a mais comum atualmente. Fulano está com uma hoje, amanhã com outra, depois com outro, aí com outros juntos em um tremendo bacanal, e haja promiscuidade para dar conta de tanto vazio espiritual!

Neste último texto, Rodrigo Constantino, um homem declaradamente não religioso, diz uma grande verdade: a luxúria é resultado de uma vida sem Deus, de um vazio espiritual. Quando o coração do ser humano está vazio de Deus, alguma outra coisa irá preenchê-lo. E a luxúria é uma das grandes opções.

Leitura Bíblica:

Leia com os participantes o texto de Romanos 1.18-27.

Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão.

Pergunta:

Qual é a principal mensagem desse texto?

A principal mensagem desse texto, em concordância com Rodrigo Constantino, é que a impureza sexual é resultado da negação de Deus. Quando o trono da vida de um ser humano não é ocupado por Deus, o será pelo Sexo. E não pelo sexo projetado pelo próprio Deus, mas, segundo o texto, pelo impuro, pecaminoso, degradante, vergonhoso, antinatural, indecente e perverso. Quem se dedica a essa prática sexual não é livre, mas está terrivelmente escravizado e sendo, aos poucos, destruído.

Conclusão:

A única solução para nos livrarmos das garras da luxúria é nos enchermos profundamente de Deus. O apóstolo Paulo escreveu, em Efésios 5.18, não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito. Cheios do Espírito, não seremos levados à libertinagem, mas, sim, à santidade. Paulo também escreve aos Gálatas que as obras da carne são imoralidade sexual, impureza e libertinagem (5.19), mas que o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (5.22-23). Quem está cheio do Espírito não é refém da luxúria, mas tem controle de si mesmo.

Desafio:

Nesta semana, procure alguém de sua confiança e confesse-lhe as suas dificuldades com a luxúria. Juntamente com essa pessoa, busque a Deus intensamente para que você seja cheio do Espírito e liberto desse pecado.

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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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