Eu amo a Bíblia

A Bíblia é a Palavra de Deus. Isso quer dizer que é um livro, ou uma coleção de livros, que contém mensagens que Deus quer comunicar às pessoas. Contudo, como ela chegou até nós? Qual o processo através do qual a Palavra de Deus nos alcançou em páginas de papel e na língua portuguesa?

Esse foi um longo e complexo processo. Mas há como explicá-lo de maneira breve e simples. Para que a Bíblia chegasse até nós, primeiramente, Deus teve que se revelar. De acordo com o dicionário, revelar significa “tirar o véu”, “descobrir”. Também pode ter como significado “fazer conhecer”, “declarar”, “divulgar”. Você já viu algum programa de TV em que um grande prêmio é apresentado aos participantes coberto ou atrás de cortinas? Imagine Deus coberto por um grande lençol e quieto. O que poderíamos conhecer dele? É por isso que o primeiro passo do processo foi Deus se revelar.

Como ele fez isso? Através da Criação, da consciência humana e da História, especialmente a de Israel, de Jesus e da Igreja. A Bíblia diz que “desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas” (Romanos 1.20). Também que, “de fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração. Disso dão testemunho também a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 2.14-15). E ainda que “ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto ao Pai, o tornou conhecido” (João 1.18).

O segundo passo do processo foi a revelação ser registrada por escrito sob a inspiração de Deus. O significado da palavra inspiração na língua grega, em que foi escrito o Novo Testamento, é diferente do português. Inspirar, em grego, significa “soprar”. Isso quer dizer que o registro da revelação foi movido e direcionado por Deus. A Bíblia diz que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Timóteo 3.16) e que “antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (2Pedro 1.20-21).

O terceiro passo do processo foi o colecionamento dos registros escritos. A isso, na Teologia, dá-se o nome de cânon, que é uma palavra grega antiga que significa “vara de medir”, ou seja, se refere à fita métrica da época. Os diversos escritos, antes de serem aceitos na coleção sagrada, foram avaliados. Isso foi feito, primeiramente, para o Antigo Testamento e, posteriormente, para o Novo. Por serem de mais fácil apontamento e compreensão, eis os critérios utilizados para a medição dos livros que compõem o Novo Testamento:

  1. Ter sido escrito por um apóstolo ou por alguém muito próximo a um;
  2. Ter sido escrito no primeiro século depois de Cristo;
  3. Ter ampla aceitação e circulação entre a Igreja Cristã;
  4. Ter um conteúdo coerente com o Antigo Testamento e a doutrina apostólica.

O quarto e último passo foram as traduções para as línguas locais. O Antigo Testamento foi escrito, originalmente, em hebraico e aramaico e o Novo, em grego. Uma das primeiras traduções foi a do Antigo Testamento, também chamado de Bíblia Hebraica, para o grego, que é chamada Septuaginta. Outra muito importante foi a de toda a Bíblia para o latim, chamada Vulgata. Para a língua portuguesa, a primeira tradução do Novo Testamento a partir da língua original foi realizada por João Ferreira de Almeida, tendo sido publicada em 1681, na cidade de Amsterdã. Hoje, temos diversas versões da Bíblia em Português, as quais variam de acordo com a facilidade de leitura. Assim, aproveite o privilégio que é ter a Palavra de Deus à disposição e dedique-se ao seu estudo. Sua vida será profundamente transformada.

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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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Uma resposta para Eu amo a Bíblia

  1. Rogério Matos disse:

    Muito bom!
    Obrigado Samyr.

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