A Lei de Gérson e a Bíblia Sagrada

“Já que vocês me dão permissão para sepultar minha mulher, peço que intercedam por mim junto a Efrom, filho de Zoar, a fim de que ele me ceda a caverna de Macpela, que lhe pertence e se encontra na divisa do seu campo. Peçam-lhe que a ceda a mim pelo preço justo, para que eu tenha uma propriedade para sepultura entre vocês” (Gênesis 23.8-9).

No território brasileiro, há uma “lei” oficialmente em vigência desde 1976, apesar de extra-oficialmente vigorar desde os idos de 1500. Ela foi promulgada através de uma propaganda para uma marca de cigarros, que tinha como protagonista o jogador de futebol Gérson, da Seleção Brasileira. Nessa propaganda, Gérson dizia: “Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também”. Confira o comercial no vídeo abaixo:

A chamada “Lei de Gérson” diz respeito ao desejo de levar vantagem em tudo, aproveitando-se das situações em benefício próprio, mesmo que isso fira o que é tido como valor e prejudique o outro. Essa lei expressa bem uma característica típica da cultura brasileira, que promove, dentre outras coisas, a corrupção e o desrespeito geral a leis e regras. Pois bem, o que a Bíblia Sagrada tem a dizer sobre isso?

No texto bíblico acima citado, encontramos Abraão em uma mesa de negociação com os hititas. A demanda de Abraão era obter uma propriedade para sepultura, onde poderia enterrar sua mulher Sara, que havia falecido. Assim, manifestou interesse pela caverna de Macpela, que estava em uma propriedade que pertencia a Efrom, propondo-se a pagar por ela o preço justo. Efrom, entretanto, sem o desejo de se aproveitar da situação de Abraão, antes, pelo contrário, com o desejo de ajudá-lo, disse que a cederia a Abraão sem custo algum. Abraão, contudo, mesmo diante de uma grande oportunidade vantajosa para si, negou a proposta, insistindo que queria pagar o preço justo pelo campo. Efrom respondeu, dizendo que o valor do campo era de 400 peças de prata, mas que não era necessário que Abraão pagasse por ele. Tendo em mente a justiça e o ganho de ambos, Abraão pesou o valor estipulado, correspondente ao mercado da época, e pagou a Efrom pelo campo.

Nesse texto, podemos perceber que nem em Efrom, nem a Abraão havia o desejo de levar vantagem na negociação. Efrom não quis se aproveitar da fragilidade e necessidade de Abraão e Abraão não usou de sua circunstância como vantagem. Da parte de Efrom houve bondade. Da parte de Abraão, justiça. A mentalidade deles não era a “eu ganho e você perde”, mas “eu ganho e você ganha’. Não agiam de acordo com a Lei de Gérson, mas de acordo com a Lei de Deus. Como você, cristão brasileiro, tem agido em suas negociações e em seu dia-a-dia?

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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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3 respostas para A Lei de Gérson e a Bíblia Sagrada

  1. Jose trad disse:

    Gostei garoto! Ésta lei do Gerson é uma tremenda bobagem, ele era muito bom com a sua canhotinha de ouro mas para falar era um desastre. Como o Vicente Mateus, ex presidente do Corinthians que respondeu para um reporter sobre se venderia o jogador Sòcrates: “o Sócrates é invendável e imprestável”

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  2. Muito legal. Não conhecia o blog. Vou passar a seguir.

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