Jesus é o caminho, parte 1: Caminhos “alternativos” na busca a Deus

Introdução à série:

Nas próximas seis semanas, vamos tratar de um tema polêmico para os ouvidos contemporâneos. Atualmente, vivenciamos a chamada Pós-modernidade, que tem como bandeiras a diversidade e a tolerância. Nesse contexto, defende-se que não há verdades absolutas e que cada um tem o direito de acreditar no que quiser. Assim, afirmações de exclusividade quanto à verdade não são bem-vistas. Entretanto, Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai, a não ser por mim” (João 14.6). Com isso, ele afirmou ser a única opção no que se refere à busca a Deus. À parte dele, toda procura pelo divino é frustrante e enganosa.

A exclusividade de Cristo será o assunto das nossas próximas lições de célula. Faremos isso a partir de três afirmações, as quais serão abordadas em duas partes: Jesus é o caminho; Jesus é a verdade; Jesus é a vida. Na primeira parte, veremos o que popularmente é dito sobre o caminho para a Deus, a verdade e o desfrutar a vida. Na segunda, o que a Bíblia diz sobre esses pontos, tendo Jesus como referência. A questão não será o que as Igrejas Evangélicas, ou a IBC, dizem, mas, sim, o que a Bíblia diz. Que o Espírito Santo exalte Jesus Cristo diante dos olhos de todos nós!

Introdução:

Podemos afirmar que todos os seres humanos, de alguma maneira e em alguma medida, estão ou já estiveram em busca de Deus. Até mesmo os que se dizem ateus. Talvez, o ateísmo seja uma opção daqueles que procuraram pelo divino, mas não conseguiram encontrá-lo. Um dos salmistas escreveu que pensar a não-existência de Deus é tolice (Salmo 14.1). Apenas um ser humano frustrado e enfermo da alma poderia fazê-lo.

Na cultura popular, diz-se que todos os caminhos levam a Deus. É possível que esse pensamento tenha origem no mundo antigo, quando dizia-se que todos os caminhos levavam a Roma. Provavelmente fosse verdade que, no Império Romano, ao tomar uma via qualquer no sentido certo, uma pessoa chegaria a Roma. Entretanto, será isso verdadeiro no que se refere à busca a Deus? Todo e qualquer caminho nos levaria a ele?

1.    Pense e responda: Todos os caminhos nos levam a Deus? Por quê?

Desenvolvimento:

Se fosse verdade que todos os caminhos nos levam a Deus, poderíamos dizer que não há certo e errado, então, quanto à busca por ele. Assim, haveria várias maneiras de se procurar pelo divino. De fato, é nisso que as pessoas em geral acreditam. Elas têm utilizado o que podemos chamar de caminhos “alternativos” para encontrar a Deus.

2.    Quais são alguns dos caminhos “alternativos” que têm sido usados pelas pessoas em geral na busca a Deus?

São eles:

1. Boas obras

Você já disse ou ouviu alguém dizer: “Eu sou de Deus e ele está comigo! Nunca matei, nunca roubei, nunca fiz mal a ninguém”? Popularmente, acredita-se que não cometer os considerados grandes crimes e delitos é uma maneira de se estar bem com Deus e perto dele. Por outro lado, alguns pensam que, se fizerem o bem às pessoas necessitadas, obras de caridade, estarão próximos de Deus e receberão a aprovação dele.

Entretanto, a Bíblia diz que “todos nós nos tornamos impuros, todas as nossas boas ações são como trapos sujos” (Isaías 64.6, NTLH). Além disso, Paulo também escreveu aos Romanos, citando alguns trechos dos Salmos: “Não há uma só pessoa que faça o que é certo; não há ninguém que tenha juízo; não há ninguém que adore a Deus. Todos se desviaram do caminho certo, todos se perderam. Não há mais ninguém que faça o bem, não há ninguém mesmo. (…) Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Romanos 3.10-12, 23, NTLH). Assim, a busca a Deus não pode se dar pelas boas obras. Paulo também escreveu aos Efésios: “Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).

2. Regras morais

De mãos dadas com as boas obras, como meio de busca a Deus, estão as regras morais. São as famosas listas de “podes” e “não-podes”, que têm por objetivo fazer com que as pessoas tenham uma aparência certinha, sejam religiosamente corretas no comportamento, com o intuito de ganhar o favor divino. Entretanto, essas coisas não são eficazes, muito menos agradáveis a Deus.

Já vimos que o relacionamento com Deus, de acordo com Paulo, não se dá pelas boas obras. Ele também escreveu o seguinte: “Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda  pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: ‘Não manuseie!’, ‘Não prove!’, Não toque!’? Todas essas coisas são destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor nenhum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2.20-23). De acordo com Paulo, as regras morais não têm nenhum valor em nossa busca a Deus. A razão disso é que elas tocam apenas a aparência das pessoas, engessando-lhes o comportamento. Não há verdadeiro encontro com Deus e transformação do coração através delas.

3. Prática de rituais

O povo brasileiro é extremamente religioso. E, em muitos casos, tem uma agenda religiosa cheia. Lugares para ir. Reuniões para freqüentar. Obrigações para cumprir. Rituais para praticar. Tudo isso com a expectativa de conseguir tocar o divino, alcançar a mão de Deus. Por mais que alguns façam essas coisas com consciência e sinceridade, a Bíblia Sagrada nos diz que elas não têm valor em si mesmas no que se refere à busca a Deus. O autor de Hebreus escreveu: “A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. Por isso ela nunca consegue, mediante os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar. Se pudesse fazê-lo, não deixariam de ser oferecidos? Pois os adoradores, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais se sentiriam culpados de seus pecados. Contudo, esses sacrifícios são uma recordação anual dos pecados, pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hebreus 10.1-4).

A Lei de Moisés, registrada nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, estabelecia a obrigatoriedade da realização de algumas cerimônias para a expressão da busca a Deus. Esses rituais tinham por elementos um santuário (tabernáculo ou templo), sacerdotes e sacrifícios. De acordo com o texto de Hebreus, entretanto, o poder desses rituais era limitado. Eles poderiam ensinar algumas coisas aos israelitas, mas não transformar-lhes o coração e aproximá-los de Deus. Segundo Hebreus 11, é a fé que faz com que a busca a Deus seja eficaz.

Todavia, se há aqueles que são sinceros na busca a Deus através da prática de rituais, há ainda os que se dedicam a isso de maneira mecânica e fria. Se você já trabalhou ou trabalha como funcionário em uma organização, possivelmente já teve que “bater ponto” no início e no final do expediente. O objetivo disso é prestar contas aos gestores do horário trabalhado. Muitas pessoas agem assim na busca a Deus. Apenas cumprem um compromisso religioso, sem o envolvimento do coração. Quanto a isso, Deus disse: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Isaías 29.13).

4. Intermediadores humanos e espirituais

Na religiosidade brasileira, está arraigado o pensamento de que, para buscarmos a Deus, precisamos de intermediadores. Padres e pastores são chamados de sacerdotes e profetas, ou seja, pessoas que representam o povo diante de Deus e Deus diante do povo. Santos, guias e entidades são invocados para a conexão com a divindade e o alcance de pedidos. Entretanto, não é assim que, de acordo com a Bíblia Sagrada, Deus deve ser buscado e será encontrado.

O autor de Hebreus afirma que a mediação de Jesus é superior à de qualquer outro sacerdote. Ele escreveu: “Agora, porém, o ministério que Jesus recebeu é superior ao deles, assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga, sendo baseada em promessas superiores” (Hebreus 8.6). Na verdade, conforme Paulo escreveu a Timóteo, afirmando categoricamente: “Há um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1Timóteo 2.15). O que mais dizer após uma afirmação como essa? Ela é simples, direta e absoluta. Na busca a Deus, não há a necessidade de intermediadores humanos e espirituais, a não ser de Jesus. Na verdade, apenas Jesus faz mediação entre Deus e o homem, o que quer dizer que qualquer outro mediador não nos leva à presença divina.

Conclusão:

Conforme vimos, Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Assim, nem todos os caminhos nos levam a Deus e não há caminhos “alternativos” para chegarmos a ele. Jesus é o caminho. Na lição da semana que vem, vamos entender melhor por que e como Jesus é o caminho. Por enquanto, reflita um pouco sobre a ministração de hoje.

  1. Você pensa e crê que todos os caminhos levam a Deus ou que apenas Jesus Cristo é o caminho?
  2. Quais dos caminhos alternativos apresentados (ou outros) você tem usado para buscar a Deus?
  3. Reconheça e estabeleça Jesus Cristo como o único mediador entre Deus e você.
Anúncios

Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
Esse post foi publicado em Lições de célula. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s