A necessidade da multiplicação

Introdução:

Multiplicação é uma palavra que, desde o início, tem estado na mente e no coração de Deus. Em Gênesis 1.28, está escrito que Deus abençoou o homem e a mulher criados e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!”. O plano de Deus era que seres humanos à sua imagem e semelhança se multiplicassem e enchessem a terra, ou seja, grandes multidões de homens e mulheres vivendo em harmonia com Ele e uns com os outros.

A queda não representou o fracasso desse plano, mas, sim, o seu adiamento planejado. A plano tem continuado em ação, avançando por suas diversas etapas. E o fim dele nos é apresentado por João, em Apocalipse 7.9: Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas.

Mas, como concretizar essa visão tida por João? Através da multiplicação de filhos de Deus, gerados pela fé em Jesus Cristo por meio da pregação do Evangelho, os quais se espalharão e encherão os quatro cantos dessa terra, como esporos dispersos pelo vento.

Como somos uma Igreja em Células, podemos afirmar que a visão de João será concretizada, no que se refere à nossa parte, através de células que se multiplicam e espalham por Belo Horizonte, marcando cada bairro e rua da cidade. Na célula de hoje, já que estamos a poucos dias da Festa de Multiplicação da IBC, vamos refletir e compartilhar um pouco sobre isso.

Desenvolvimento:

A nossa reflexão e compartilhar de hoje estarão baseados em dois textos da Bíblia Sagrada.

1. A Torre de Babel

Texto-base: Gênesis 11.1-9

Esse primeiro texto-base é um relato sobre a construção do que foi chamada de Torre de Babel. Os homens que planejavam construí-la disseram: “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra” (v.4, grifo do autor). Aqueles homens queriam crescer, mas não se espalhar. Estavam focados em um crescimento vertical, na construção de uma torre que alcançasse o céu, e não horizontal. Estavam desobedientes à ordem divina de encher a terra. Por isso, de acordo com o texto bíblico, o Senhor planejou e executou uma confusão da língua falada, de modo que não pudessem mais se comunicar, a construção da torre fosse paralisada e eles fossem dispersos por toda a terra.

1. Quais são as lições sobre multiplicação que podemos extrair desse relato bíblico?

É desejo de Deus que os seres humanos se multipliquem e encham a terra. É da vontade do Senhor que cresçamos e nos espalhemos.

2. Como poderíamos aplicar essas lições à nossa célula?

A multiplicação é um alvo que toda célula deveria ter. Por quê? Porque através dela, novas oportunidades de evangelização e discipulado de pessoas são oferecidas. O que antes era um ponto de pregação do Evangelho passa a ser dois. De dois passa-se para quatro e assim por diante, até que todos os cantos estejam ocupados pela Igreja, que é o sinal do Reino de Deus na terra.

O contrário disso demonstra desobediência e egoísmo, pois não cumprimos a ordem de Deus de nos espalharmos com a justificativa de ser tão bom estarmos juntos. Certamente, a comunhão é algo fundamental. A Igreja é a reunião dos crentes em Jesus Cristo. Entretanto, ela não pode ser empecilho para que a Igreja se espalhe e alcance os confins da terra. A beleza e claridade de um céu estrelado está no fato de as estrelas estarem dispersas e não juntas. A luz concentrada ilumina apenas um lugar, deixando os demais em trevas.

2. A desavença entre Abrão e Ló

Texto-base: Gênesis 13.1-13

Esse texto nos apresenta a história da separação entre Abrão e Ló. Ambos eram parentes. Ló era filho de Harã, irmão de Abrão. Por conta do falecimento de Harã, eles viviam juntos. Abrão tinha enriquecido muito, tanto em gado como em prata e ouro (v.2). Ló também possuía rebanhos e cabras (v.5). Por morarem juntos na mesma região e possuírem muitos bens, a terra não podia sustentá-los (v.6). Assim, começaram a surgir problemas entre os servos dos dois, o que levou Abrão a propor a Ló: “Não haja desavença entre mim e você, ou entre os seus pastores e os meus; afinal somos irmãos! Aí está a terra inteira diante de você. Vamos separar-nos. Se você for para a esquerda, irei para a direita; se for para a direita, irei para a esquerda” (vv.8-9, grifo do autor).

3. Quais são as lições sobre multiplicação que podemos extrair desse relato bíblico?

Apesar do viés negativo do texto, podemos aprender com ele boas lições sobre multiplicação. Repare que a causa fundamental da separação entre Abrão e Ló não foram as desavenças entre os seus servos. Esses problemas foram o sintoma. A grande questão é que Abrão e Ló haviam crescido e estavam concentrados em um mesmo espaço, que não os estava suportando mais. A partir disso, pode-se afirmar que o crescimento gera a necessidade de se espalhar, ou seja, de multiplicação.

4. Como poderíamos aplicar essas lições à nossa célula?

O alvo de uma célula é crescer numericamente e se multiplicar. Todo líder de célula deveria sonhar em liderar uma célula saudável, que cresce e se multiplica. Quando uma célula não cresce, pode ser que não esteja saudável. Se cresce e não se multiplica, isso poderá gerar problemas.

5. Quais são os possíveis problemas de uma célula que cresce e não se multiplica?

Basicamente, assim como no caso dos pastores da Abrão e Ló, o grande problema é a falta de espaço. Entretanto, não apenas espaço físico, como assentos, mas, principalmente, de oportunidades. Uma célula grande pode se tornar impessoal, pois as pessoas não têm tantas oportunidades para compartilhar uma opinião, testemunho, ou necessidade. Além disso, há uma desmotivação quanto ao convite a novas pessoas e à evangelização, já que a casa está cheia. Finalmente, podem ocorrer falhas do líder em relação ao cuidado das pessoas, por serem tantas as demandas.

Conclusão:

O principal momento da história de uma célula é a sua multiplicação. Uma célula existe para se multiplicar. Esse é o seu principal propósito. Por conta disso, esse também é um momento delicado, que pode gerar inseguranças e resistências. Na lição de hoje, contudo, vimos, a partir de duas histórias bíblicas, o quanto a multiplicação é necessária. Eis as razões:

  1. Multiplicação é a vontade de Deus para a sua Igreja, pois ele deseja que nós nos cresçamos e nos espalhemos pela face da terra;
  2. O crescimento gera a necessidade da multiplicação. Quando uma célula cresce e não se multiplica, isso pode gerar problemas. Se não cresce, pode ser que não esteja saudável.

Aplicações:

  1. Convide todos da célula para participarem do Festa de Multiplicação da IBC. Será nos dias 17, 18 e 19 de junho, na IBC2. Confira a programação no site da igreja;
  2. Sua célula irá se multiplicar nessa festa? Se não, por quê? Alguma das lições apresentadas hoje se aplicam a essas razões?
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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
Esse post foi publicado em Lições de célula. Bookmark o link permanente.

2 respostas para A necessidade da multiplicação

  1. Rodrigo Moreira da Silva disse:

    Paz seja convosco.Quero receber as lições por email. Amém?

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