Paixão por Deus

Parte 1

Introdução:

Para introduzir esta lição, faça as seguintes perguntas aos presentes:

  1. Você já se apaixonou por alguém? Como foi essa experiência? Como era o seu comportamento, no dia-a-dia, tendo em vista essa paixão?
  2. Você já foi correspondido em uma paixão? Como foi essa experiência e quais foram as diferenças entre ela e uma outra em que você não foi correspondido?

Hoje, daremos início a uma nova série de lições, cujo título é “Paixão Contagiante”. Essa é uma série sobre despertamento espiritual, ou avivamento. O objetivo principal é despertar no coração de cada pessoa que tem participado das células da IBC uma paixão que, como o fogo em um incêndio, a tome por completo e, além disso, se alastre, atinja e tome também a outros.

Toda paixão tem o seu objeto de desejo. No caso da paixão romântica, um homem ou mulher por quem alguém esteja muito interessado. Quanto a esta séria de lições, quatro serão esses objetos: Deus, santidade, o perdido e a Igreja. Vamos começar pela paixão por Deus.

Desenvolvimento:

Há poucos minutos, foram feitas perguntas a respeito de experiências de paixão romântica por outras pessoas. A partir disso, pense e responda:

  1. Você já esteve apaixonado por Deus? Como foi essa experiência?
  2. Você acha possível se apaixonar por Deus? Por quê?
  3. Em que a paixão por Deus se assemelha ou diferencia da paixão por uma pessoa humana?

Estar apaixonado por Deus é uma experiência muito próxima de estar apaixonado por outra pessoa. Uma das principais características da paixão, senão a principal, é o desejo de estar com a pessoa amada. Isso é algo tão forte que, quando não é possível estar-se física ou pessoalmente, está-se em pensamentos ou sonhos. O sujeito apaixonado anseia intensamente passar tempo com o objeto de sua paixão.

Quem está apaixonado por Deus quer passar tempo com ele. Em linguagem bíblica, aquele que tem paixão por Deus dedica-se intensamente a buscá-lo e encontrá-lo. Seria isso possível? De acordo com a Bíblia Sagrada, sim!

A Bíblia diz, em Isaías 55.6, texto que foi (e continua a ser) lema da IBC durante muitos anos: “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo. Clamem por ele enquanto está perto” (grifos do autor). Esse texto bíblico nos ensina duas coisas muito importantes sobre a busca a Deus:

1. A busca a Deus é real, possível e realizável, pois Deus existe e está acessível aos seres humanos

O texto de Isaías citado diz que é possível buscar a Deus e achá-lo, e que ele está perto para ouvir o clamor dos seres humanos, ou seja, ele está acessível. Se é assim, a busca a Deus é algo que requer fé. Em Hebreus 11.6 está escrito: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem se aproxima de Deus precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (grifo do autor). Portanto, quem busca a Deus deve crer que ele está perto e que é possível achá-lo.

Por que Deus está perto e, assim, é possível achá-lo? Resposta: porque ele é apaixonado pelo ser humano e deseja estar com ele. Antes de nós nos apaixonarmos por Deus, ele já estava apaixonado por nós. A iniciativa da conquista foi dele. O apóstolo João, conhecido como discípulo amado, escreveu em sua primeira epístola: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1João 4.19). Pode-se afirmar que, na verdade, Deus é quem está em busca do ser humano e não este à procura de Deus. De acordo com Gênesis 3.8-9, foram o homem e a mulher que se esconderam da presença do Senhor Deus e foi ele quem perguntou (e continuar a perguntar): “Onde está você?”. É por isso que Tiago, em sua epístola, escreveu: “Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês!” (Tiago 4.8). Ele deseja esse encontro e já deu o primeiro passo.

2. A busca a Deus é uma oportunidade passageira

O texto de Isaías 55.6, por duas vezes, apresenta a palavra “enquanto”. “Busquem ao Senhor enquanto é possível achá-lo. Clamem por ele enquanto está perto” (grifos do autor). Qual a mensagem contida nessa palavra? Que chegará um tempo, em que buscarão ao Senhor, mas não será possível achá-lo; clamarão por ele, mas ele não estará perto para ouvir. Hoje, a busca a Deus é possível e realizável, ele está acessível. Mas essa oportunidade irá passar. Quando isso irá acontecer?

Não há como precisarmos, em termos de calendário. O que podemos afirmar com certeza é que a oportunidade para se buscar a Deus terá o seu término quando o Senhor Jesus voltar à terra. E quanto isso, ele mesmo disse o seguinte: “Vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam” (Mateus 24.42-44, grifos do autor). Portanto, a oportunidade para a busca a Deus irá passar repentinamente. Assim, não podemos perdê-la, deixando-a para depois, adiando-a para amanhã. O tempo para buscarmos ao Senhor e o encontrarmos é hoje! Ele está à nossa procura agora! A Bíblia diz, em Hebreus 3.7: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração”.

Se a busca a Deus é possível e temos que nos dedicar a ele hoje, pois é uma oportunidade passageira, como devemos fazer isso? Quais são atitudes que aquele que se aproxima de Deus precisa ter?

Podemos encontrar as primeiras respostas no texto bíblico de Jeremias 29.12-14, que diz: “Vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês, declara o Senhor” (grifo do autor). Antes de tudo, esse texto reafirma a idéia de que Deus está acessível e quer ser encontrado. Entretanto, ele estabelece condições para isso.

3. A busca a Deus pede sinceridade e intensidade

O texto de Jeremias diz que a busca a Deus deve ser feita “de todo o coração”. “Coração” aponta para sinceridade; “todo” para intensidade. Confirmando isso, disse Jesus: “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24, grifo do autor). E também afirmou, citando Deuteronômio 6.5: “Ame o Senhor o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mateus 22.37, grifo do autor). O poeta bíblico agiu assim, ao escrever: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” (Salmo 42.1-2, grifo do autor).

4. A busca a Deus pede perseverança

O texto de Jeremias, ao apresentar a palavra “quando”, transmite a idéia de que pode-se procurar a Deus e não encontrá-lo de imediato, o que confere à busca a Deus a condição da perseverança. Jesus confirma isso, ao dizer: “Suponham que um de vocês tenha um amigo e que recorra a ele à meia-noite e diga: ‘Amigo, empreste-me três pães, porque um amigo meu chegou de viagem, e não tenho nada para lhe oferecer’. E o que estiver dentro responda: ‘Não me incomode. A porta já está fechada, e eu e meus filhos já estamos deitados. Não posso me levantar e lhe dar o que me pede’. Eu lhes digo: Embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação se levantará e lhe dará tudo o que precisar. Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta” (Lucas 11.5-10, grifo do autor). A busca a Deus pede a perseverança do pedir até receber, bater até que a porta seja aberta.

Além dessas duas condições para a busca a Deus, outras três podem ser destacadas. Eles estão no seguinte texto bíblico: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2Crônicas 7.14, grifos do autor).

5. A busca a Deus pede humildade

Nesse texto de 2Crônicas, a primeira condição apresentada pelo próprio Senhor para aquele que quer buscá-lo e encontrá-lo é a humildade: se o meu povo se humilhar, dos céus eu ouvirei. A Bíblia diz: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (Tiago 4.6). A busca a Deus pede humildade.

6. A busca a Deus pede dedicação à oração

A segunda condição é a oração: se o meu povo orar, dos céus eu ouvirei. O apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos Colossenses: “Dediquem-se à oração” (Colossenses 4.2). E também em sua primeira carta aos Tessalonicenses: “Orem continuamente”. (1Tessalonicenses 5.17). A busca a Deus pede dedicação contínua à oração.

7. A busca a Deus pede arrependimento

A terceira condição é o arrependimento: se o meu povo se afastar do seus maus caminhos, dos céus eu ouvirei. O pecado é uma barreira entre nós e Deus, podendo frustrar a nossa busca a ele. O profeta Isaías disse: “Vejam! O braço do Senhor não está tão encolhido que não possa salvar, e o se ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Isaías 59.1-2). Assim, para buscarmos a Deus e o encontrarmos, precisamos nos arrepender de nossos pecados, reconhecendo, confessando e deixando-os.

Conclusão:

Nesta primeira reunião de célula da série “Paixão Contagiante”, abordamos a paixão por Deus que se manifesta através de sua busca. Quanto a isso, aprendemos sete princípios bíblicos:

  1. A busca a Deus é real, possível e realizável, pois Deus existe e está acessível aos seres humanos;
  2. A busca a Deus é uma oportunidade passageira;
  3. A busca a Deus pede sinceridade e intensidade;
  4. A busca a Deus pede perseverança;
  5. A busca a Deus pede humildade;
  6. A busca a Deus pede dedicação à oração;
  7. A busca a Deus pede arrependimento.

Aplicação:

Nesta série, teremos uma inovação no que se refere à dinâmica das lições. Cada lição ministrada será seguida de uma reunião para a aplicação do que foi aprendido. Assim, as lições, na verdade, serão ministradas em duas partes: uma de ensino, reflexão e compartilhar, e outra de aplicação, prática e exercício. No caso da lição de hoje, ela terá a sua aplicação, então, na reunião da semana que vem. Na próxima semana, portanto, ao invés de ser ministrada uma lição, haverá um grande período de busca a Deus, o qual será orientado pelos princípios da paixão por Deus que aprendemos hoje.

Parte 2

Introdução:

Obs.: Faça esta introdução no início da reunião, antes do louvor. O louvor da reunião de hoje será durante a lição.

Na semana passada, aprendemos que:

  1. A busca a Deus é real, possível e realizável, pois Deus existe e está acessível aos seres humanos;
  2. A busca a Deus é uma oportunidade passageira;
  3. A busca a Deus pede sinceridade e intensidade;
  4. A busca a Deus pede perseverança;
  5. A busca a Deus pede humildade;
  6. A busca a Deus pede dedicação à oração;
  7. A busca a Deus pede arrependimento.

Após esses sete princípios, resta-nos ainda uma pergunta: por que alguém buscaria a Deus? Ou, em outras palavras, quais os benefícios da busca a Deus?

Um dos poetas bíblicos nos dá uma resposta, no Salmo 42.1-2: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar e apresentar-me a Deus?”. O salmista estava à procura de Deus porque necessitava desesperadamente dele e tinha consciência disso. Apenas Deus poderia saciar a sede de sua alma.

Você está com sede? Sua alma está inquieta? A Bíblia diz: “Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo. Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem-me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição” (Isaías 55.1-3). Na presença de Deus, há satisfação, alegria, ânimo, força e prazer. Ali, também encontramos poder espiritual, somos quebrantados e transformados, à semelhança do que ocorreu com o próprio profeta Isaías (cf. Isaías 6.1-6). Buscar a Deus é a maior experiência que uma pessoa pode ter.

Desenvolvimento:

Após essa introdução, promova um período de busca a Deus. Esse período deverá ter:

  1. Músicas de louvor apropriadas, ou seja, com letras que expressem paixão por Deus e busca por sua presença;
  2. Durante as músicas, ministre as letras sobre as pessoas, dirigindo-as na busca a Deus. Não coloque, simplesmente, as músicas para tocar;
  3. Durante e entre as músicas, incentive as pessoas a fazerem orações de busca a Deus;
  4. Promova a leitura de textos bíblicos que expressem a paixão por Deus, a busca por sua presença e o seu caráter e atributos. Eis algumas sugestões: Salmo 8.1; 9.1-2; 18.1-3; 25.1; 29.1-2; 34.1-5; 42.1-2; 47.1-2; 48.1-2. Dê preferência, se assim quiser, a esses três textos: Salmo 63.1-8; 84.1-4; 103.1-22.
  5. Promova um momento de clamor, que expresse a Deus paixão e sede por ele. Incentive as pessoas a manifestarem isso a Deus, se ajoelhando, levantando as mãos, elevando a voz, etc.

Conclusão:

Terminado o período de busca a Deus, faça uma avaliação do que aconteceu, fazendo as seguintes perguntas às pessoas:

  1. Gostaram? Foi agradável?
  2. Gostariam de manter isso nas reuniões da célula e em casa, no particular?
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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
Esse post foi publicado em Lições de célula. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Paixão por Deus

  1. Luis Pimenta disse:

    Ótimo ter por escrito aquilo que vimos na prática do dia-a-dia e compartilhado na célula!!!

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