Renove sua esperança!

Você já notou os ciclos que compõem a vida na terra? São vários. Vamos pensar em alguns deles, a começar pelo ciclo da água. Você se lembra de suas aulas de ciências na escola? Esse é um ciclo que temos podido vivenciar muito, nas últimas semanas, em Belo Horizonte. Calor intenso e abundantes chuvas. Poderíamos até dizer, trágicas. Devido ao intenso calor, as águas da superfície têm evaporado abundantemente. E, após chegarem ao limite de acúmulo na atmosfera, se condensam e precipitam, o que promove o reinício do processo.

Qual outro ciclo poderíamos citar? Que tal o da lua? Esse também pode ser visto por nós e é comumente chamado de “fases da lua”. Você se lembra das quatro fases básicas? Lua nova, quarto crescente, lua cheia e quarto minguante. Há ainda algumas fases intermediárias: lua crescente, lua gibosa, lua balsâmica e lua minguante. Mês após mês, esse ciclo se repete, influenciando de diversas maneiras a vida na terra: das marés aos cabelos e, principalmente, a organização do tempo.

A vida humana também tem os seus ciclos. Aprendemos na escola que o ser humano nasce, cresce, se reproduz, envelhece e morre e, graças à reprodução, isso é algo que tem acontecido bilhões e bilhões de vezes desde a criação dos céus, da terra e de tudo o que neles há até os dias de hoje. E, nessa linha do tempo que se estende do nascimento à morte, ainda outros ciclos marcam a nossa existência corpórea.

Já que estamos em dezembro, último mês do ano, pense nos ciclos de um calendário, ou nos ciclos do tempo. O movimento da terra em torno de seu eixo dá origem ao dia. Cada uma das fases básicas da lua, que têm duração aproximada de sete dias, dá origem às semanas. O ciclo completo da lua, que tem duração aproximada de quatro semanas, dá origem ao mês. O movimento da terra ao redor do sol, que tem duração aproximada de doze meses, dá origem ao ano, o qual é caracterizado por distintas estações climáticas.

O que tudo isso tem a ver comigo e com você? Por que estamos pensando sobre essas coisas? Os diversos ciclos que compõem e participam da vida humana apontam para processos de inícios, términos e reinícios. E isso fala a nós da esperança do recomeço.

Já imaginou se sua vida fosse uma linha reta e sem marcos do início até o fim? Seria algo sem a esperança do recomeço! Seria uma corrida sem a possibilidade de “pit stops” para reabastecimento. Logo o combustível acabaria e não teríamos como cruzar a linha de chegada, recebendo a tão almejada bandeira quadriculada.

Na língua grega antiga, há uma palavra que transmite muito bem a idéia de “pit stop”. É “kairós”. Na verdade, há dois vocábulos gregos para tempo. O primeiro é “chronos”, do qual derivam “cronômetro” e “cronograma”, por exemplo. Essa palavra se refere ao tempo que teve início desde a criação e está e estará correndo para sempre ou até que Deus o queira. Deus apertou o botão “start” do cronômetro do tempo “chronos” e ele está a passar. Essa é a linha reta. O segundo vocábulo, entretanto, possui um significado diferente. “Kairós” diz respeito a períodos de tempo, ou fases. Recorrendo a algo que já foi citado, as Quatro Estações são um kairós, ou período que se repete ano após ano e é constituído por quatro “kairói” (plural de “kairós”), que são: primavera, verão, outono e inverno. O ciclo repetitivo das Quatro Estações se dá pelo início e término da primavera, que é logo seguido pelo início e término do verão, e assim por diante. Isso é “kairós”! É um parêntese de tempo que tem início e fim. São os marcos da linha reta.

Ao nos aproximarmos das festas de fim de ano e do encerramento de 2010, temos nas mãos duas grandes oportunidades. Olhar para as águas passadas e avaliarmos os acertos e os erros, as alegrias e as tristezas. E visualizar as águas futuras, com a esperança do recomeço. Afinal, as águas de um rio nunca são as mesmas!

Neste Natal e Reveillon, encha o seu coração com a esperança do recomeço! O “kairós” de 2010 está terminando e, seja lá como ele tenha sido, feche-o, guarde-o na biblioteca de suas memórias, e abra com esperança renovada o novo kairós de 2011. Suas páginas ainda estão em branco e uma nova história, com a ajuda de Deus, poderá ser escrita por você! Pegue o novo livro, uma nova caneta, uma nova esperança e mãos à obra!

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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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