As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor

Objetivos desta lição:

  • Ministrar sobre o grande valor do Reino dos céus e a conseqüente renúncia exigida daqueles que querem adquirí-lo;
  • Desafiar os presentes a renunciarem suas vidas em favor do Reino de Deus.

Introdução:

Para introduzir a presente lição, faça a seguinte pergunta de quebra-gelo:

  • Você já encontrou, por acidente, alguma coisa de grande valor? Conte essa história para o grupo;
  • Na lição de hoje, vamos ser ministrados por duas parábolas que tratam sobre encontrar coisas de grande valor.

Desenvolvimento do ensino:

Texto-base: Mateus 13.44-46 (Nova Versão Internacional)

Leia o texto-base. Logo após, para sua melhor compreensão, exponha as seguintes informações:

  • Essas duas parábolas, juntamente com as outras de Mateus 13, são também chamadas de Parábolas do Reino, por serem iniciadas pela expressão “o Reino dos céus é como” e apresentarem ensinamentos sobre o Reino de Deus, comparando-o com elementos e situações cotidianas da Palestina do século I;
  • Ambas as parábolas têm a mesma mensagem: o grande valor e conseqüente custo do Reino dos céus. Na primeira parábola, ele é um tesouro escondido em um campo; na segunda, uma pérola de grande valor. Em ambas, aqueles que o encontram, por acaso ou propositadamente, têm que vender tudo o que possuem para adquirí-lo. Assim, para fazer parte do Reino de Deus, uma pessoa deve estar disposta a renunciar a tudo o que é, faz e tem. Entretanto, isso não quer dizer que o Reino dos céus possa ser comprado com dinheiro, ou boas obras. A entrada no Reino se dá pela graça divina. Contudo, há também algumas exigências.

Posto isso, pergunte:

  1. Em sua opinião, o que confere valor ao Reino dos céus, fazendo com que seja comparável a um tesouro e a uma pérola?

Após essa pergunta, exponha as seguintes informações:

  • Para se responder a essa pergunta, é necessário entender o que é o Reino dos céus, ou Reino de Deus. Primeiramente, o que é um reino? Reino diz respeito aos domínios de um rei. Assim, tudo o que está dentro dos limites de um reino, sejam terras, propriedades, bens e pessoas, está debaixo da autoridade do rei, a qual é máxima e absoluta. No caso do Reino dos céus, Deus é esse rei. Assim, o Reino celestial se refere ao que está sob o domínio de Deus. Por isso, Ele é também chamado de Senhor, que tem como significado dono, proprietário;
  • Por um lado, tudo o que existe pertence a Deus, estando, assim, debaixo de sua autoridade. A Bíblia diz, em Salmo 24.1: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi ele quem fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas”. Por outro lado, entretanto, tendo em vista a desobediência do pecado dos seres humanos, toda a criação está em rebelião contra Deus, necessitando ser reconciliada com Ele. Paulo escreve sobre essa reconciliação em 2Coríntios 5.18-19: “Deus (…) nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo (…), Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens”. Assim, somente aqueles que decidem se submeter novamente à autoridade de Deus, através de Jesus, é que são reconciliados com Ele e fazem parte do Reino dos céus. ;
  • Estar submisso à vontade de Deus, ou reconciliar-se com Ele, é sinônimo de restabelecer um relacionamento com o Senhor. Jesus disse: “Já não os chamo de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado de amigos, porque tudo o que ouvi de meu pai eu lhes tornei conhecido” (João 15.15). No Reino de Deus, a relação não é apenas de senhor para servo, mas, também, de amigo para amigo. Assim, fazer parte do Reino dos céus é ter a Deus, o Senhor, por amigo.

Posto isso, pergunte novamente;

  1. Pense e responda mais uma vez: se fazer parte do Reino dos céus diz respeito a ter um relacionamento com Deus, o que confere valor a esse Reino? Em outras palavras, quais são os benefícios que a reconciliação com Deus nos oferece, os quais tornam o valor do Reino tão grande?

Após essa pergunta, exponha as seguintes informações:

  • Um produto com grande valor, certamente, tem um alto preço. No que se refere ao Reino de Deus, Jesus já pagou esse alto preço, de modo que, aqueles que querem adquirí-lo, fazem-no gratuitamente por meio da fé. Paulo escreve sobre isso em Efésios 2.8-9: “Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”. Isso, contudo, não quer dizer que o Reino dos céus não tenha um custo. De acordo com as duas parábolas do texto-base, para se ter o Reino celestial é necessário vender tudo o que se possui, ou seja, o Reino de Deus exige renúncias.

Posto isso, pergunte:

  1. Em sua opinião, quais são algumas das renúncias que o Reino de Deus exige?

Após essa pergunta, exponha as seguintes informações:

  • A palavra “renúncia”, a princípio, gera um sentimento negativo em quem a ouve. Leva-nos a pensar em perdas e em seus conseqüentes sofrimentos. Igualmente, quando pensamos sobre os custos de alguma coisa, ou no preço a ser pago para se adquirir algo, não temos boas sensações. Não gostamos de perder ou pagar. Entretanto, não é assim quando se trata do Reino dos céus. De acordo com a Parábola do Tesouro Escondido, o Reino de Deus é algo tão precioso que, quando alguém o encontra, “cheio de alegria” (v.44), renuncia a tudo o que tem e paga o preço necessário para adquirí-lo;
  • A renúncia de tudo o que se tem para adquirir o Reino dos céus, na verdade, significa uma troca. A proposta é que você troque a sua vida pelo Reino de Deus. Jesus fala sobre isso em Mateus 16.24-25: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará”. Qual a razão dessa proposta, segundo o texto? A razão é que a verdadeira vida só é encontrada e experimentada quando se tem o Reino de Deus e se está nele. Jesus disse, em João 10.10: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. Por isso, vale a pena aceitar a proposta! Além disso, ao final da chamada História do Jovem Rico, está registrado o seguinte diálogo entre Jesus e Pedro: “Pedro lhe disse: ‘Nós deixamos tudo o que tínhamos para seguir-te!’. Respondeu Jesus: ‘Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, mulher, irmãos, pai ou filhos por causa do Reino de Deus deixará de receber, na presente era, muitas vezes mais, e, na era futura, a vida eterna'” (Mateus 18.29-30).

Conclusão:

Na lição de hoje, aprendemos que:

  • O Reino dos céus, por causa de seu grande valor, tem um custo;
  • Apesar da entrada no Reino dos céus ser pela graça de Deus, há também algumas exigências de renúncia;
  • Fazer parte do Reino dos céus é se submeter à autoridade de Deus como Rei e Senhor e restabelecer um relacionamento com Ele;
  • Por causa do grande valor do Reino de Deus, a renúncia em favor dele é feita com alegria e é recompensada;
  • A verdadeira vida só é experimentada quando se está no Reino de Deus.

Desafios*:

*Para este momento final, sugerimos que você ministre a hino “Tudo entregarei”. Há uma versão gravada por André Valadão no cd Clássicos.

Por fim, lance os seguintes desafios práticos:

  • Você está disposto a renunciar a tudo o que tem, faz e é em favor do Reino de Deus?
  • O que você ainda não renunciou, e deveria fazê-lo, em favor do Reino dos céus?
  • Você já experimentou da renúncia exigida pelo Reino dos céus? Poderia testemunhar sobre a alegria e as recompensas recebidas?
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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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Uma resposta para As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor

  1. Letícia disse:

    Excelente!!

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