A parábola do bom samaritano

Objetivos desta lição:

  • Divulgar para a célula que estamos na Estação do Cuidado, período em que a IBC enfatiza a consolidação e o discipulado de suas ovelhas;
  • Expor e confrontar a atitude egoísta (“para mim”) e exclusivista (“apenas eu”) que podemos ter em nossas vidas;
  • Convencer que uma das melhores maneiras de praticarmos o amor ao próximo é cuidando das pessoas em suas necessidades;
  • Gerar uma cultura de cuidado, em que cada membro e freqüentador da célula se dedica aos outros suprindo-lhes as necessidades.

Introdução:

Introduza a lição de hoje aos presentes através da seguinte dinâmica:

Dê para cada um uma folha de papel A4 e uma caneta. Peça para eles escreverem no cabeçalho da folha, como título, a frase “Minha agenda diária típica”. A seguir, peça a eles numerarem o canto esquerdo da folha, de alto a baixo, com as horas do dia (de 0:00 às 23:00). O resultado deverá ser uma folha semelhante à página de uma agenda. Isso concluído, instrua os participantes a escreverem como é, geralmente, um dia típico de suas vidas, colocando em cada hora do dia a atividade que normalmente realizam. Alerta: somente os compromissos ordinários deverão ser abordados e de maneira geral. Após todos terem terminado, inicie um bate-papo com as perguntas abaixo:

  1. Sua agenda é folgada ou apertada?
  2. Quantas horas do seu dia você dedica ao trabalho e/ou estudo?
  3. Um dia típico de sua vida tem espaço para descanso, lazer e entretenimento?
  4. Você dorme, geralmente, quantas horas por dia?
  5. Sua agenda gira em torno apenas de você ou há espaço para atividades em que você se dedica aos outros?

Desenvolvimento do ensino:

Texto-base: Lucas 10.25-37 (Nova Versão Internacional)

Leia o texto-base com os presentes. Logo após, para sua melhor compreensão, exponha as seguintes informações:

  • De acordo com o versículo 25, o público-alvo desta parábola foi um perito na lei, ou seja, um profundo conhecedor da Lei de Moisés, que intentava pôr Jesus à prova, isto é, testar Jesus em seus conhecimentos;
  • Os versículos 29 e 30 nos dizem que Jesus contou esta parábola em resposta a uma pergunta do perito na lei que o estava pondo à prova. Tendo em vista o chamado segundo grande mandamento, que diz “Ame o seu próximo como a si mesmo”, aquele homem perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?”, ou, em outras palavras, “como eu posso praticar o amor ao próximo?”. Assim, a Parábola do Bom Samaritano é uma ilustração que nos apresenta como o amor ao próximo pode ser praticado.

O agenda anual da IBC é orientada pelo que chamamos de “4 Estações”. O que é isso? Em correspondência com as quatro estações do ano, a IBC divide sua agenda anual em quatro grandes períodos, os quais têm ênfases de ações distintas. Por exemplo, nos meses de julho, agosto e setembro, a IBC esteve na chamada “Estação do Crescimento”, cuja ênfase foi a evangelização. Por isso, muitos Encontros com Deus, Dias do Amigo, Eventos de Colheita e Cultos Evangelísticos foram realizados. Atualmente, estamos na “Estação do Cuidado”, cuja ênfase é a consolidação e o discipulado das ovelhas, principalmente daquelas que foram geradas na Estação do Crescimento. Assim, não apenas os líderes de célula, mas todos os participantes são chamados a cuidar dos outros em suas necessidades gerais e não somente espirituais. O objetivo dessa estação é gerar uma “cultura de cuidado mútuo”, em que um irmão demonstra amor ao outro suprindo-lhe as necessidades. Entretanto, conforme nos apresenta a Parábola do Bom Samaritano, há alguns impedimentos para isso. Essa parábola nos mostra três atitudes que podemos para com as pessoas, as quais podemos chamar de “agendas”. Vamos a elas:

1. Uma agenda egoísta: “o que é seu, é meu”

O versículo 30 nos apresenta o primeiro tipo de atitude que podemos ter para com as pessoas. Ele diz: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto”. Essa primeira atitude é ilustrada pelos assaltantes, os quais roubaram o viajante. Trata-se de uma agenda egoísta, cuja máxima é: “o que é seu, é meu”. Nessa agenda, nos aproximamos dos outros com interesses próprios, pensando apenas em como nós poderíamos ser beneficiados. Pessoas com esse tipo de agenda, não se aproximam de alguém que não tenha nada a lhes oferecer.

2. Uma agenda exclusivista: “o que é seu, é seu; o que é meu, é meu”

Os versículos 31 e 32 nos apresentam o segundo tipo de atitude que podemos ter para com as pessoas. Eles dizem: “Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado”. Essa segunda atitude é ilustrada pelo sacerdote e pelo levita, os quais foram indiferentes ao viajante. Trata-se de uma agenda exclusivista, cuja máxima é: “o que é seu, é seu; o que é meu, é meu”. Nessa agenda, não nos aproximamos dos outros, pensando que cada um deve cuidar de seus próprios problemas. Apesar de, diferentemente do primeiro caso, não haver aproximação por interesses próprios, na verdade, a não-aproximação também tem em vista esses interesses. Pessoas com esse tipo de agenda também têm em vista apenas a si mesmas.

3. Uma agenda altruísta: “o que é meu, é seu”

Os versículos 33 a 35 nos apresentam o terceiro tipo de atitude que podemos ter para com as pessoas. Eles dizem: “Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver'”. Essa terceira atitude é ilustrada pelo samaritano, o qual cuidou do viajante, dando-lhe de seu tempo e de seus recursos. Trata-se de uma agenda altruísta, cuja máxima é: “o que é meu, é seu”. Nessa agenda, ao vermos as necessidades dos outros, nos aproximamos, pensando em como podemos supri-las. Pessoas com esse tipo de agenda têm em vista o outro e não a si mesmas.

Conclusão:

Encerrada a parábola, assim prossegue o diálogo entre Jesus e o perito na lei. O texto diz: “‘Qual destes três homens você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?’. ‘Aquele que teve misericórdia dele’, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: ‘Vá e faça o mesmo'”. A resposta de Jesus à pergunta anteriormente feita pelo perito foi: “o seu próximo é toda e qualquer pessoa que você encontrar em necessidade. Assim, pratique o amor ao próximo como o samaritano da parábola que lhe contei, ou seja, cuidando das pessoas em suas necessidades”.

A Bíblia diz em Filipenses 2.4: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros”. O egoísmo (“para mim”) e o exclusivismo (“apenas eu”) são atitudes que nos impedem de cuidar dos outros, nos fazendo ter em vista apenas o que é nosso. A vontade de Deus é que sejamos altruístas, praticando o amor ao próximo através do cuidado, ou seja, suprindo as necessidades das pessoas.

Desafios:

  1. Qual tem sido o seu tipo de atitude, ou agenda: egoísta, exclusivista ou altruísta?
  2. Quais têm sido os seus interesses ao se aproximar das pessoas?
  3. Como você tem usado o seu tempo e os seus recursos? Apenas em benefício próprio?
  4. Como você poderia praticar o amor ao próximo no contexto da célula?
  5. Na atual Estação do Cuidado, como você poderia ajudar o líder de célula no cuidado das pessoas?
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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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