A cura de um cego de nascença

Introdução:

Quebra-gelo: Você conhece alguma história de uma pessoa que tenha nascido com uma enfermidade? Quais as dificuldades enfrentadas por ela? Conte essa história para o grupo.

Na lição de hoje, vamos ser ministrados por um texto bíblico que nos apresenta Jesus curando um homem que fora cego desde o seu nascimento.

Desenvolvimento:

Texto-base: João 9.1-12

Qual é, em sua opinião, o maior destaque desse texto? O que mais lhe chamou a atenção?

• A pergunta dos discípulos a Jesus

O texto bíblico nos diz que Jesus, ao passar por determinado lugar, viu um cego de nascença (v.1). Seus discípulos, então, lhe perguntaram: “Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?” (v.2). Por trás dessa pergunta, há duas importantes idéias teológicas presentes na espiritualidade judaica da época. A primeira diz respeito ao fato de algumas enfermidades terem suas origens em pecados cometidos e não tratados, ou seja, raízes espirituais. Isso foi abordado no item 6 da última lição, “A cura de um paralítico no Tanque de Betesda”. A segunda se refere ao fato de algumas enfermidades e, até mesmo, problemas em geral, terem suas origens em pecados cometidos e não tratados pelos pais da pessoa em questão, isto é, também raízes espirituais, o que é chamado de “maldição hereditária”. Quanto a isso, por exemplo, a Bíblia afirma em Êxodo 20.4-5: “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos”.

• A resposta de Jesus

À pergunta dos discípulos, Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (vv.3-5). Com essa resposta, Jesus não está, necessariamente, negando as duas idéias acima mencionadas. Ele, por um lado, simplesmente disse que elas não se aplicavam ao caso daquele cego. Por outro, afirmou que aquela enfermidade tinha por propósito a manifestação da obra de Deus na vida daquele cego por intermédio de suas mãos.

• A maneira através da qual Jesus curou aquele cego de nascença

Para curar aquele cego, o texto bíblico nos diz que Jesus “cuspiu no chão, misturou terra com saliva, e aplicou-a aos olhos do homem. Então lhe disse: ‘Vá lavar-se no taque de Siloé’” (vv.6-7). Jesus, com isso, foi mais uma vez surpreendente, agindo em desconformidade com o padrão comum, até mesmo no que se referia a milagres.

• A dúvida das pessoas quanto à cura daquele cego de nascença

A cura de um cego de nascença era algo raro. Esse tipo de cegueira era de origem genética e “adquirida” no processo de formação do ser humano no ventre materno. Assim sendo, a cura dessa enfermidade tratava-se de um milagre fortemente extraordinário. Por isso, o texto bíblico nos diz que os vizinhos e algumas outras pessoas, que já tinham visto aquele homem mendigando por ser cego, tiveram dúvidas quanto a ser ele mesmo, a enxergar, aquele cego conhecido e visto por eles. A isso, o homem curado reagiu insistentemente, dizendo ser ele mesmo (vv.8-9). Diante disso, interrogaram-no, perguntando-lhe como os seus olhos haviam sido abertos. Ele respondeu: “O homem chamado Jesus misturou terra com saliva, colocou-a nos meus olhos e me disse que fosse lavar-me em Siloé. Fui, lavei-me, e agora vejo” (v.11).

• A possibilidade de aquele homem curado não saber quem Jesus era

O início da primeira resposta do homem curado ao interrogatório das pessoas duvidosas, “O homem chamado Jesus” (v.11), e a sua segunda réplica, “Não sei” (v.12), dada à pergunta “Onde está esse homem?” (v.12), indicam que ele, possivelmente, não sabia bem quem Jesus era. Sendo assim, como no caso da cura do paralítico no Tanque de Betesda, esse milagre pode não ter dependido da fé humana para acontecer, mas única e exclusivamente do poder e da vontade de Jesus.

Quais são as lições que podemos extrair dessa história para as nossas vidas?

1. Enfermidades e problemas em geral podem nos ser causados por pecados cometidos e não tratados, sejam nossos ou de pessoas que tenham autoridade sobre nós

A Bíblia diz, em Romanos 6.23, que “o salário do pecado é a morte”. Também diz, em Gênesis 3.14-19, que maldição e sofrimento são conseqüências para a humanidade do pecado original dos primeiros seres humanos. Sendo assim, tendo em vista ainda o item 6 da última lição e o texto de Êxodo 20.4-5, há enfermidades e outros problemas que nos são causados por pecados cometidos e não tratados, podendo esses pecados ser nossos ou de pessoas que tenham autoridade sobre as nossas vidas. Adão e Eva, enquanto pais da humanidade, pecaram e, além deles mesmos, todos os seres humanos posteriores, dos dias passados, presentes e futuros, sofreram, estão sofrendo e sofrerão as conseqüências disso.

2. Há enfermidades e problemas que têm por propósito a manifestação da obra de Deus, de modo que ele seja glorificado e as pessoas creiam nele

Jesus também ensinou isso no último texto bíblico a ser abordado nesta série de lições de célula, a ressurreição de Lázaro (João 11.1-44). Ele disse acerca da enfermidade de Lázaro: “Essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela” (João 11.4). No Evangelho segundo João, livro em que estão registradas a cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro, há uma importante linha de pensamento teológico. Um sinal miraculoso era uma manifestação da glória de Deus, que tinha por objetivo despertar fé no coração, de modo que as pessoas recebessem a salvação.

3. Jesus não está limitado ao padrão comum na operação de seus milagres

Definitivamente, isso é verdade! Sendo assim, não podemos, também, nos limitar ao padrão comum na expectativa e esperança do recebimento de um milagre.

4. Mesmo diante de um milagre evidente, haverá pessoas com dúvidas e incredulidade

A Bíblia diz, em 2Coríntios 4.4, que “o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Assim, há algumas pessoas que estão impossibilitadas de ver a glória de Deus e crer no evangelho. Por isso, manifestam dúvidas e incredulidade mesmo diante de um milagre evidente. Qual a solução para isso? Orar para que o Espírito Santo abra os olhos do coração dessas pessoas e, assim, elas possam ver. Paulo fez essa oração pelos efésios em no capítulo 1.18-19 dessa carta.

5. O milagre depende, principalmente, do poder e da vontade de Jesus

Esse princípio já foi ensinado em outras lições desta série. Entretanto, se ele aparece nas histórias dos milagres tantas vezes, talvez seja porque precisemos aprender a nos submeter a Deus e à sua vontade quanto às nossas vidas.

6. Não há milagre que Jesus não possa fazer, mesmo quando o problema está determinado. Ele indetermina o determinado

Em Lucas 1.37, está escrito: “Nada é impossível para Deus”. O contexto dessa poderosa verdade é a gravidez de Isabel, uma mulher estéril e de idade avançada, que tinha um marido também idoso (Lucas 1.5-7), e de Maria, uma virgem que, pelo poder do Espírito Santo, estava grávida (Lucas 1.26-36). Não há determinado e impossível que não possa ser indeterminado e possibilitado por Deus.

Conclusão:

Qual das lições de hoje mais te impactou? Como a sua vida irá mudar a partir do aprendizado dessa lição?

Vamos orar pelos nossos pedidos tendo em vista o que aprendemos hoje.

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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
Esse post foi publicado em Lições de célula. Bookmark o link permanente.

2 respostas para A cura de um cego de nascença

  1. humberto disse:

    eu gostei muito deça palavar a cura dese cego de nascença quando nos lemo esta palavar nos deixa si ente do pode de Jesus na nosa vida Deus fais maravilha

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  2. Edmar disse:

    ser cego,é natural por uma má formação mas o que não vão herdar o reino dos céus são os cegos espirituais obs… se não se arrepender!

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