Daniel, Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional

Na terça-feira passada, 08/06/2010, terminei de ler o livro do profeta Daniel. Destaco duas coisas dessa leitura. Primeira, o fato de Daniel ser um homem de Deus, que se relacionava com o Senhor de coração. Fiquei impressionado com sua espiritualidade e fidelidade ao Senhor, além de sua sabedoria e fé. Claro que não poderia deixar de destacar, juntamente com Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego que, diante das ameaças do rei Nabocodonosor, disseram: “Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará de tuas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer (Daniel 3.16-18). Que grande manifestação de fidelidade e confiança no Senhor! Que grande golpe na chamada Teologia da Prosperidade que, muitas vezes, mesmo não tendo a intenção, ensina as pessoas a condicionarem sua relação com Deus ao recebimento de “bençãos”!

O segundo destaque diz respeito à segunda metade do livro, de caráter apocalíptico. A literatura apocalíptica, que não está restrita ao livro de Apocalipse, tem como principais características a linguagem simbólica e temas relacionados a grandes intervenções de Deus na história da humanidade. Ao contrário do que muitos pensam e dizem, a segunda metade do livro de Daniel, que tem esse caráter simbólico e grandioso, é dedicada, principalmente, a fatos anteriores e relacionados à primeira vinda de Cristo e não à segunda. Não estou afirmando com isso que não haja textos relacionados à segunda vinda de Cristo em Daniel, mas, sim, que esses textos representam uma minoria tendo em vista os referentes à primeira vinda. Boa parte das visões de Daniel se referem à ascensão e queda de impérios posteriores ao babilônico, incluindo-se, nisso, a queda da própria Babilônia. Daniel faz referência à Babilônia de Nabucodonosor; ao império medo-persa, de Ciro e Dario; ao império macedônio, chamado por ele de grego, de Alexandre, o Grande, além de sua morte prematura e a divisão de seu reino entre quatro de seus generais; e, também, ao Império Romano e seu domínio sobre a maior parte do mundo conhecido da época, inclusive o reino de Judá, que era chamado de província da Judéia. É importante temos isso em mente para não forçar o texto do profeta a dizer coisas que nunca foram de sua intenção. Temos que buscar compreender como Daniel e seus contemporâneos compreenderam as visões recebidas.

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Sobre insightscristaos

Samyr Trad é teólogo, administrador e pastor na Igreja Batista Central de Belo Horizonte.
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