A Lei Mosaica

 

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A Lei de Moisés, como se pode pensar em um primeiro momento, não é um conjunto homogêneo. Há quatro subconjuntos nos quais ela pode ser dividida, ou seja, há quatro tipos de lei nos quais ela pode ser classificada. São eles:

  1. Lei Moral

A Lei Moral diz respeito aos princípios morais presentes na Lei Mosaica e que regem todos os demais tipos legais. Está sintetizada nos Dez Mandamentos, os quais, por sua vez, podem ser divididos em dois grupos: os mandamentos referentes a Deus e os referentes ao próximo. “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3), “Não farás para ti nenhum ídolo” (v.4-6), “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus” (v.7) e “Lembra-te do dia de sábado, para santifica-lo” (v.8-11) dizem respeito a Deus. “Honra teu pai e tua mãe” (v.12), “Não matarás” (v.13), “Não adulterarás” (v.14), “Não furtarás”, (v.15), “Não darás falso testemunho” (v.16) e “Não cobiçarás” (v.17) dizem respeito ao próximo. Assim, ecoando as palavras de Jesus em Mateus 22.34-39, podemos dizer que “Amar a Deus” e “Amar ao próximo” resumem muito bem os Dez Mandamentos e que, portanto, a palavra sinônima para a Lei Moral é “amor”. A Lei Moral é a Lei da Prática do Amor.

  1. Lei Cerimonial

A Lei Cerimonial pode ser sintetizada no que se chama de 3 S’s: Sacrifícios, Sacerdócio e Santuários. Assim, no geral, trata dos sacrifícios oferecidos por sacerdotes nos santuários, além das festas. Os principais tipos de ofertas são apresentados no início do livro de Levítico (1-7) e são: holocausto, oferta de cereal, oferta de comunhão, oferta pelo pecado e oferta pela culpa. O grupo dos sacerdotes era formado por Arão e seus descendentes, os quais eram auxiliados pelos levitas, descentes de Levi, filho de Jacó. Quanto aos santuários, foram três os existentes: o Tabernáculo de Moisés, o Tabernáculo de Davi e o Templo de Salomão. Em Êxodo 25-40, está descrita a feitura do tabernáculo, seus móveis e utensílios, bem como das vestes sacerdotais. A Lei cerimonial tinha por objetivo ensinar como os pecados seriam perdoados: mediante o derramamento de sangue inocente em favor do pecador, o que se chama de expiação substitutiva.

  1. Lei Civil

Ao libertar Israel do domínio do Egito, o propósito de Deus era fazer desse povo uma nação. Para isso, leis civis, que organizariam a sociedade, eram fundamentais. Basicamente, as Leis Civis dizem respeito à aplicação da Lei Moral à realidade social, através da criação de penas para quando os princípios fossem quebrados. Assim, a Lei Moral diz “Não matarás” (Êxodo 20.13). Contudo, a Lei Civil diz “Quem ferir um homem e o matar terá que ser executado” (21.12). Para reger a aplicação de penas aos crimes, havia a chamada Lei do Talião, que estabelecia a necessidade de haver equilíbrio entre o crime cometido e a pena aplicada. Assim, ao dizer “vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão” (Êxodo 21.23-25), a Lei do Talião, muito longe de querer incentivar a vingança, conforme a tradição religiosa dos judeus passou a ensinar, queria dizer que o peso de uma pena não poderia ser nem maior e nem menor do que o peso do crime cometido, mas correspondente. Era uma lei de justiça e equidade.

  1. Leis Sanitárias

As Leis Sanitárias podem ser incluídas nas cerimoniais ou civis. Contudo, são dignas de um destaque. Dizem respeito à promoção da saúde na sociedade israelita. Imagine três milhões de pessoas peregrinando por um deserto. Quais seriam os desafios sanitários? Nesse contexto, entram em cena leis para regulamentar a alimentação, a higiene pessoal, a higiene do lar, etc, com objetivo de evitar a propagação de doenças e guardar a saúde do povo. Como exemplos dessas leis, há as listas de animais puros e impuros (Levítico 11), as orientações para purificação após o parto (12) e as leis acerca da lepra e do mofo (13-14).

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Prioridade Máxima: Invista no seu relacionamento com Deus

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Investir no relacionamento com Deus é como investir no relacionamento com qualquer outra pessoa. Por quê? Porque Deus é uma pessoa. Ele não é uma luz, ou energia impessoal. Não! Deus é um ser pessoal, que deseja se relacionar com sua criação, especialmente os seres humanos, criados à sua imagem e semelhança. Aliás, se podemos nos descrever como pessoas é porque Deus, ao nos criar, nos fez à sua imagem e semelhança. Tudo o que temos enquanto pessoas vem dele: a capacidade de amar, se relacionar, se comunicar, sentir, pensar… Tudo vem do Deus que é pessoa.

Quando se fala sobre investir em um relacionamento, não se fala sobre dinheiro. Não se trata de um produto do mercado financeiro, por mais que alguns tentem comprar o amor de outros. A principal moeda a ser investida em um relacionamento não é o Real (não seria melhor o Dólar?!), mas o tempo. Como dizer que se tem um relacionamento com uma pessoa com quem, de alguma maneira, não se passa tempo? Existe verdadeiro namoro sem tempo juntos? Há um bom casamento sem que os cônjuges invistam tempo um no outro? O que dizer da relação pais e filhos? É possível haver relacionamento sem tempo de qualidade e, por que não, de quantidade? Há alguns que dizem que há amizades que sobrevivem à distância. Mas será que de fato sobrevivem à falta de investimento de tempo? Se você diz que sim, com qual intensidade? Com que profundidade? Com qual qualidade?

Olhando para os nossos dias, parece-me que o grande ladrão do nosso tempo são as mil e uma atividades que ocupam nossas agendas. A fala não dita é: não tenho tempo para relacionamentos pois preciso trabalhar, estudar, etc. Se isso é verdade no que se refere a namoro, casamento, paternidade, amizade, etc, o que dizer da relação com Deus? Se naqueles a quem vemos não temos disposição e disponibilidade para investir, o que será daquele que não vemos? Contudo, parece-me também que há um grande catalisador que facilita o investimento em relacionamentos. Trata-se da paixão. Uma pessoa apaixonada consegue não pensar, ligar, se encontrar, etc, com o objeto de sua paixão? Será, então, que não temos estado mais apaixonados pelas tarefas e coisas do que pelas pessoas? Será que o nosso tesouro não está mais no trabalho e no dinheiro do que em gente? Onde estiver o nosso tesouro, aí estará o nosso coração, já disse Jesus. Mas por que tem sido assim?

Penso que fomos convencidos de que os lugares onde encontraremos intensa e verdadeira realização, aquele sentimento de felicidade tão desejado, estão no que fazemos e no que temos. Mas essa é uma mentira que já está exposta. Quantas pessoas profissional e financeiramente bem-sucedidas lotam os consultórios de psicólogos e psiquiatras? Aliás, levando-se em conta o preço de algumas consultas e sessões, só tendo muita grana para dar conta de pagar por elas numa boa. A Bíblia e a realidade nos mostram que a verdadeira realização é encontrada em relacionamentos significativos que construímos com pessoas, das quais Deus é o número um. O resto vem no porta-malas. De acordo com Jesus, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo devem ser as prioridades máximas da vida. Se tratadas assim, nos darão vida plena.

Perguntas de reflexão:

  • Você vê Deus como uma pessoa que deseja se relacionar com você e com quem você pode se relacionar?
  • Você tem investido tempo no seu relacionamento com Deus? Há um horário reservado para Deus em sua agenda diária?
  • Você está apaixonado por Deus? Seu coração está em Deus ou nas coisas deste mundo?
  • Você tem buscado sua realização em Deus ou nas coisas deste mundo?
  • Deus tem sido sua prioridade máxima?

Concluindo esta reflexão, gostaria de lhe sugerir três níveis em que podemos investir em nosso relacionamento com Deus:

  1. Individual

Jesus trata sobre esse nível de investimento no relacionamento com Deus no Sermão do Monte, ao falar sobre oração. Quando você for orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto, Mateus 6.6. Ele mesmo teve muitos momentos de investimento individual em seu relacionamento com Deus. Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus, Lucas 6.12.

Investir no relacionamento com Deus em nível individual é o que chamamos de Momento a Sós com Deus. Trata-se de um período de tempo que se separa para estar com Deus em oração e leitura da Bíblia.

Dicas para o Momento a Sós com Deus:

  • Marque em sua agenda diária um horário; por exemplo, de 7h às 8h. Se você não encarar isso como um compromisso de sua agenda, dificilmente conseguirá fazê-lo;
  • Tenha um lugar habitual; por exemplo, o quarto ou o escritório. É importante que seja um lugar onde você tenha privacidade e tranquilidade. Um lugar fixo ajudará você a criar o hábito;
  • Tenha um plano; por exemplo, de 7h às 7h30 – Oração, de 7h30 às 8h – Leitura Bíblica. Um plano lhe dará direção e organização;
  • Tenha um diário para registro; você poderá comprar um na livraria da IBC 2. Um diário lhe ajudará a processar a sua leitura bíblica, além de registrar motivos de oração e mensagens de Deus para consultas futuras.
  1. Pequeno Grupo

Jesus também trata sobre esse nível de investimento no relacionamento com Deus. Onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles, Mateus 18.20. Ele também teve momentos de investimento no relacionamento com Deus com um pequeno grupo. Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago, e os levou, em particular, a um alto monte, Mateus 17.1. A Bíblia nos mostra ainda a Igreja Primitiva se reunindo nas casas para buscar a Deus. Ele se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muita gente havia se reunido e estava orando, Atos 12.12.

Investir no relacionamento com Deus em nível de pequeno grupo é o que chamamos de Célula. Trata-se de um pequeno grupo de pessoas que se reúne semanalmente por duas horas, em um dia, horário e local fixos, para buscar a Deus através do louvor, oração e compartilhar da Bíblia junto. Não deixe de participar regularmente de uma Célula.

  1. Grande Grupo

A Bíblia também trata desse nível de investimento no relacionamento com Deus. No vigésimo quarto dia do mês, os israelitas se reuniram, jejuaram, vestiram pano de saco e puseram terra sobre a cabeça, Neemias 9.1. A Bíblia também diz que, entre sua ressurreição e ascensão, Jesus apareceu a cerca de quinhentos irmãos que estavam reunidos, os quais continuaram a se reunir no templo, para buscar ao Senhor (1Coríntios 15.5; Lucas 24.50-53).

Investir no relacionamento com Deus em nível de grande grupo é o que chamamos de Culto de Celebração. Trata-se de uma grande reunião de pessoas que acontece semanalmente, durante duas horas, em diversas opções de dias e horários (Domingo, às 10h e às 18h, Quinta, às 19h30, e Sábado, às 19h30), na IBC2. Nesses cultos, há louvor, oração e pregação da Bíblia, e pode-se estar com a totalidade da igreja, percebendo a sua grandeza e buscando a sua unidade. Não deixe de participar regularmente de um Culto de Celebração.

Investindo em seu relacionamento com Deus no nível individual, de pequeno e grande grupo não haverá como você não crescer em intimidade com ele, conhecendo-o cada vez mais. Invista nisso e veja os resultados em sua vida!

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Firmeza

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“A nossa firmeza é firmeza quando se apóia em ti, mas é fraqueza quando se apóia em nós”.

Agostinho de Hipona, Confissões, p.109

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Vida sem Deus

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“Para qualquer parte que se volte a alma humana, se não se fixa em ti, se agarra à dor, ainda que se detenha nas belezas que estão fora de ti e fora de si mesma”.

Agostinho de Hipona, Confissões, p.97

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Infelicidade

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“Eu era infeliz, como infeliz é todo espírito subjugado pelo amor às coisas mortais, cuja perda o dilacera, e então deixa perceber a extensão da infelicidade que já o oprimia antes de perdê-las”.

Agostinho de Hipona, Confissões, p.93

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Sagradas Escrituras

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“Encontrei um livro que não se abre para os soberbos e, que também não se revela às crianças”.

Agostinho de Hipona, Confissões, p.67

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O que é o Mal?

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“O mal é apenas a privação do bem, privação esta que chega ao nada absoluto”.

Agostinho de Hipona, Confissões, p.71

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Falsa liberdade

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A liberdade para pecar é como a liberdade de um fugitivo.

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O que é o Pecado?

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É assim que o homem peca, quando se afasta de ti e busca fora de ti a pureza e a limpidez, que ele não pode encontrar senão voltando para ti”.

Agostinho de Hipona, Confissões, p.55

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Inocência infantil?!

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“E se ‘fui concebido na iniquidade, e no pecado me alimentou a minha mãe no seu seio’, onde foi, eu te suplico, meu Deus, onde foi, meu Senhor, eu teu servo, onde e quando foi que estive inocente?”.

Agostinho de Hipona, Confissões, p.25

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