Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 38.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 14 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Publicado em Notícias | Deixe um comentário

Sugestões para 2012, by Ed René Kivitz*

#1

Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.

#2

Não acredite nesse pessoal que diz que “sem meta você não vai a lugar nenhum”. Pergunte a eles por que, afinal de contas, você tem que ir a algum lugar. Trate esses “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.

#3

Não pense que você vai conseguir dar uma guinada na vida apenas mudando o seu visual. É a alegria do coração que dá beleza ao rosto, e não a beleza do rosto que dá alegria ao coração.

#4

Não faça nada que vá levar você para longe das suas amizades verdadeiras. Amizades levam um tempão para se consolidar e um tempinho para esfriar, pois assim como a proximidade gera intimidade, a distância fragiliza os vínculos.

#5

Não fique arrumando desculpas nem explicações para as suas transgressões. Quando cometer um pecado, assuma, e simplesmente diga “fiz sim, me perdoe”. Comece falando com Deus e não pare de falar até que tenha encontrado a última pessoa afetada pelo que você fez.

#6

Não faça nada que cause danos à sua consciência. Ouça todo mundo que você confia, tome as suas decisões, e assuma as responsabilidades. Não se importe em contrariar pessoas que você ama, pois as que também amam você detestariam que você fosse falso com elas ou se anulasse por causa delas.

#7

Não guarde dinheiro sem saber exatamente para que o está guardando. Dinheiro parado apodrece e faz a gente dormir mal. Transforme suas riquezas em benefícios para o maior número de pessoas. É melhor perder o dinheiro que ocupa seu coração, do que o coração que se ocupa do dinheiro.

#8

Não deixe de se olhar no espelho antes de dormir. Caso não goste do que vê, não hesite em perder a noite de sono para planejar o que vai fazer na manhã seguinte. Ao se olhar no espelho ao amanhecer, lembre que com o sol chega também a misericórdia de Deus: a oportunidade de começar tudo de novo.

#9

Não leve mágoas, ressentimentos e amarguras para o ano novo. Leve pessoas. Sendo necessário, perdoe ou peça perdão. Geralmente as duas coisas serão necessárias, pois ninguém está sempre e totalmente certo. Respeite as pessoas que não quiserem fazer a mesma viagem com você.

#10

Não deixe de se perguntar se existe um jeito diferente de viver. Não acredite facilmente que o jeito diferente de viver é necessariamente melhor do que o jeito como você está vivendo. Concentre mais energia em aprender a desfrutar o que tem do que em desejar o que não tem.

#11

Não deixe o trabalho e a religião atrapalharem sua vida. Cante sozinho. Leia poesias em voz alta. Participe de rodas de piada. Não tenha pressa de deixar a mesa após as refeições. Pegue crianças no colo. Ande sem relógio. Fuja dos beatos.

#12

Não enterre seus talentos. Nem que seu único tempo para usá-los seja da meia noite às seis. Ninguém deve passar a vida fazendo o que não gosta, se o preço é deixar de fazer o que sabe. Útil não é quem faz o que os outros acham importante que seja feito, mas quem cumpre sua vocação.

#13

Não crie caso com a mulher ou com o marido. Nem com o pai nem com a mãe. Nem com o irmão nem com a irmã. Caso eles criem com você, faça amor, não faça a guerra. O resto se resolve.

#14

Não jogue fora a utopia. Ninguém consegue viver sem acreditar que outro mundo é possível. Faça o possível e o impossível para que esse outro mundo possível se torne realidade.

#15

Não deixe a monotonia tomar conta do seu pedaço. Ninguém consegue viver sem adrenalina. Preste bastante atenção naquilo que faz você levantar da cama na segunda-feira: se for bom apenas para você, jogue fora ou livre-se disso agora mesmo. Caso não queira levantar da cama na segunda-feira, grite por socorro.

#16

Não deixe de dar bom dia para Deus. Nem boa noite. Mesmo quando o dia não tiver sido bom. Com o tempo você vai descobrir que quem anda com Deus não tem dias ruins, apenas dias difíceis.

#17

Não negligencie o quarto secreto onde você se encontra com seu eu verdadeiro e com Deus – ou vice-versa. Aquele quarto é o centro do mundo – o mundo todo cabe lá dentro, pois na presença de Deus tudo está e tudo é.

#18

Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle. O caminho nem sempre será tão confortável e a vista tão agradável, mas os companheiros de viagem são inigualáveis.

#19

Não caia na minha conversa. Aliás, não caia na conversa de ninguém. Faça sua própria lista. Escolha bem seus mestres e suas referências. Examine tudo. Ouça seu coração – geralmente é ali que Deus fala. Misture tudo e leve ao forno.

#20

Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”.

*Este texto está originalmente publicado em http://edrenekivitz.com/blog/2011/12/sugestoes-para-2012/.
Publicado em Citações | 1 Comentário

Natal, muito mais que uma história

A palavra Natal tem sua origem em um verbo latino cujo significado é “nascer”. Assim, o significado de Natal é nascimento. No que se refere à festa cristã, comemora-se o nascimento de Jesus de Nazaré.

Por que vinte e cinco de dezembro? Essa é uma interessante história a ser contada. Originalmente, essa era a data de celebração anual do nascimento do deus sol. Os povos primitivos tinham os elementos da natureza por deuses. Devido à sua maior evidência e imponência, o sol era tido como o maior deles. Poucos dias antes de vinte e cinco de dezembro, anualmente, se dá o fenômeno chamado solstício de inverno, considerando-se o hemisfério norte da terra. Nessa ocasião, a terra encontra-se em seu maior distanciamento possível do sol, o que marca o início do inverno e ocasiona a noite mais longa do ano. Por causa do movimento de translação, ela segue se aproximando do sol, o que faz com que as noites sejam cada vez mais curtas e os dias mais longos. O fim desse processo é o chamado solstício de verão, em que a terra encontra-se em seu menor distanciamento possível do sol, o que marca o início do verão e ocasiona o dia mais longo do ano. Nesse ponto, o processo inverso é iniciado, ou reiniciado, em que a terra segue se afastando do sol, o que faz com os dias sejam cada vez mais curtos e as noites mais longas, até que se dê o solstício de inverno novamente.

Assim, pode-se dizer que o sol nasce no solstício de inverno, segue crescendo e se desenvolvendo até atingir o seu pico de maturidade e força no solstício de verão, momento em que sofre um golpe fatal e prossegue se enfraquecendo e diminuindo aos poucos, até morrer e renascer no solstício de inverno. Era assim que os povos antigos interpretavam esse dia do calendário, o qual era carregado de simbolismo. Comemorava-se o nascimento do deus sol, o qual era uma oportunidade de renascimento, ou recomeço, em latim, era chamado de natalis invicti solis, ou nascimento do sol invencível.

Como o Natal era uma festa muito importante para a cultura pagã e a Igreja Cristã do IV século, sob a influência do imperador romano Constantino, intentava cristianizar os povos pagãos dominados por Roma, uma adaptação, ou releitura, foi feita. O deus sol foi substituído por Jesus de Nazaré e, assim, ao invés de comemorar-se, em vinte e cinco de dezembro, o nascimento do sol invencível, passou-se a celebrar o nascimento do Filho de Deus. Na verdade, é pouquíssimo provável que Jesus tenha nascido no mês de dezembro. A Bíblia Sagrada diz que, na ocasião, “havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos” (Lucas 2.8). Como dezembro é inverno em Israel, os pastores não conseguiriam estar com seus rebanhos em campos abertos, durante a noite, nessa época do ano. O mais provável, segundo alguns estudiosos, é que Jesus tenha nascido em março ou abril, ocasião mais oportuna para o tipo de atividade pastoral citado.

Questões de data à parte, qual a importância do Natal? Duas coisas poderiam ser destacadas. Primeiramente, tendo em vista a perspectiva cristã, de comemoração do nascimento do Filho de Deus, a concepção de Jesus Cristo no ventre de Maria a partir da inseminação do Espírito Santo, aponta para a união do divino com o humano. Em Jesus Cristo, o divino e o humano se encontram. Ele é Deus e é homem. Do Espírito Santo vem sua divindade. De Maria, sua humanidade. E, a partir disso, com uma de suas mãos, Jesus toma a mão de Deus e, com a outra, a do ser humano. Ele é o elo de ligação entre Deus e os homens, os quais estavam e estão separados pelo pecado. Ele é o mediador entre Deus e os homens (1Timóteo 2.5). Em Jesus Cristo, Deus e o ser humano podem voltar a se relacionar novamente.

Tendo em vista a perspectiva pagã, de celebração do renascimento, também há algo a se dizer. O Natal, por causa de Jesus de Nazaré, o Sol da Justiça, comemora uma oportunidade de recomeço de vida para cada homem e mulher. Em Jesus Cristo, pela fé, os seres humanos podem receber uma nova vida. O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que sugiram coisas novas!” (2Coríntios 5.17). Portanto, comemore o Natal reconciliando-se com Deus através de Jesus Cristo e recebendo uma nova oportunidade de vida!

Publicado em Artigos | Deixe um comentário

O Deus que procura chamar a nossa atenção para si

Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, não era consumida pelo fogo. “Que impressionante!”, pensou. “Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto” (Êxodo 3.2-3).

Moisés estava pastoreando o rebanho de seu sogro, Jetro, como costumava fazer. Naquele dia, resolveu levar as ovelhas para outro local e atravessou toda a extensão do deserto, chegando a um monte. Naquela região, havia uma vegetação típica, chamada “sarça”. Trata-se de uma planta espinhosa, do gênero Acácia. Era comum ver uma sarça ardendo no deserto, seja por chamas de fogo, seja por ela ter essa aparência quando parasitada por outra planta, cujos frutos e flores são avermelhados, o que é potencializado pelo clima e terreno desérticos.

Entretanto, naquele dia, algo diferente aconteceu. Moisés viu uma sarça ardendo em chamas, mas não a viu sendo consumida pelo fogo. Que estranho! Aquele fenômeno chamou a sua atenção e ele resolveu se aproximar para ver as coisas mais de perto. Enquanto se aproximava da sarça, de repente, encontrou-se com algo ainda mais extraordinário: o Anjo do Senhor estava na sarça.

Nessa narrativa, vemos Deus transformando o ordinário em extraordinário para chamar a atenção de Moisés para si. O pastor de ovelhas estava tão distraído e distante que apenas algo assim lhe atrairia para perto dele. Suspeito que Deus continue a agir assim nos dia de hoje. Quando estamos imersos e dispersos em nossas agendas de infindáveis compromissos, de repente, ele faz algo inesperado acontecer para nos despertar para ele. Pode ser algo bom ou algo ruim. A grande questão é que Deus pode interromper a sequência ordinária de nossas vidas para chamar a nossa atenção para si. Pense nisso.

Publicado em Devocionais | Deixe um comentário

O Deus que torna o mal em bem

José, porém, lhes disse: “Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus? Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que fosse preservada a vida de muitos. Por isso, não tenham medo. Eu sustentarei vocês e seus filhos” (Gênesis 50.20-21).

O que você acabou de ler foi o que José disse a seus irmãos após a morte de seu pai Jacó. Os irmãos de José estavam receosos de que ele, estando o pai morto,  se sentisse livre para se vingar do mal que eles lhe haviam feito na juventude por inveja. Mas não era esse o coração de José. Ele reconhecia que seus irmãos haviam planejado e executado o mal contra ele. Entretanto, havia aprendido e podia ver que o seu Deus o havia tornado em bem.

O Deus de José é o Pai de Jesus Cristo e de todos aqueles que nele crêem. Ele é o especialista em transformar o mal em bem. Em Romanos 8.28, Paulo assim escreve: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o ama, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito”. Deus sabe como transformar um limão azedo em uma doce limonada. Você consegue perceber isso em sua vida?

Publicado em Devocionais | Deixe um comentário

O Deus-pastor

“O Deus que tem sido o meu pastor em toda a minha vida até o dia de hoje” (Gênesis 48.15).

O frase acima citada pertence a Jacó. Quando a li hoje pela manhã, ela me chamou muito a atenção. Jacó, velho e praticamente cego, tinha sido pastor por toda a sua vida. Raquel, sua esposa favorita, também tinha sido pastora. Ele conhecia bem o significado prático da dessa palavra. E, de posse disso, declarou que Deus estava sendo o seu pastor desde o dia do seu nascimento, em que agarrou o pé de seu irmão Esaú, até aquele momento, em que sua morte se aproximava.

A história de Jacó é densa e interessante. Até mesmo tortuosa. Usurpou a benção e o direito de primogenitura de seu irmão. Fugiu para a casa de seu tio Labão. Trabalhou para ele durante 14 anos, em troca de suas duas esposas, sendo por ele enganado. Encontrou-se com Deus e lutou com ele no vale de Jaboque. Enfrentou a dor da perda de um filho e a alegria de reencontrá-lo. Quantas experiências. Em todas elas, boas e ruins, de erros e acertos, ele conseguiu enxergar a presença e o cuidado de seu Deus-pastor. Deus o havia acompanhado do ventre de sua mãe até o leito de sua morte.

Para encerrar esse devocional, deixe-se ser ministrado pela letra desta canção de Kléber Lucas, Deus cuida de mim:

Publicado em Devocionais | Deixe um comentário

Um pastor segundo o coração de Deus, Eugene Peterson

Terminei de ler hoje o livro “Um pastor segundo o coração de Deus”, de Eugene Peterson, o qual é considerado um pastor de pastores, um mestre no que se refere à Teologia Pastoral. Nesse livro, ele nos apresenta o tripé que, segundo ele, forma a base do ministério pastoral: oração, Escrituras e orientação espiritual. O grande objetivo de Peterson é livrar os pastores do profissionalismo, trazendo-os de volta à essência do ministério. Recomendo-o àqueles que, como Pedro, foram chamados pelo Senhor a pastorear suas ovelhas.

Publicado em Livros | Deixe um comentário

A paternidade de Deus

Deus é pai! Essa é uma frase corriqueiramente dita pelos brasileiros. Mas que tipo de pai Deus seria? Para responder a essa pergunta, temos que vislumbrar as possibilidades de pais existentes. Vamos nos limitar, contudo, a duas delas, que estão em extremos opostos.

Primeiramente, o pai autoritário. Nesse caso, a ênfase está no que os filhos não podem fazer. Eles se conformam e praticam ações virtuosas mais por medo da repreensão do que por amor ao certo. A maior preocupação desse pai é evitar a desobediência do filho e não promover o seu bem.

Na outra ponta, está o pai permissivo. A ênfase está na criação de um ambiente de bem-estar para os filhos e não na correção de seu mau comportamento. Procura-se evitar que eles sejam contrariados e tenham emoções negativas. A maior preocupação desse pai é evitar o conflito e não solucionar o problema.

Perto de qual desses perfis Deus estaria? Essa resposta pode variar de acordo com nossas preferências. Os que se inclinam para o autoritarismo em seu comportamento, ou foram traumatizados por um pai tirano, tendem a ver a Deus por essas lentes. Já aqueles que têm ojeriza à figura de autoridade, ou idealizam o caráter amoroso de Deus, podem projetá-lo como um pai mais “light”. Entretanto, qual é o verdadeiro caráter paterno de Deus?

Poderíamos responder que é o equilíbrio entre esses dois pesos extremos. Será? É possível que sim, mas trata-se de uma resposta ainda pouco consistente. A opção mais confiável está nas páginas da Bíblia Sagrada, que é a revelação do caráter e da vontade de Deus para os seres humanos. O que a Bíblia Sagrada diz sobre a paternidade de Deus? Talvez não haja melhor resposta do que a apresentada pela Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15.11-32). Vamos olhar para essa parábola de um ângulo diferente, do ponto de vista do pai.

O pai recebe de seu filho mais novo um pedido pela sua parte da herança. Apesar da não obrigatoriedade da aceitação e da expectativa de que reagisse mal, surpreendentemente, concorda com o pedido e divide sua propriedade entre seus dois filhos. Pouco tempo depois, vê o mais moço vender a sua parte, reunir suas coisas e sair de casa.

O tempo passa até que, em determinado dia, “estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou”. Mais um vez, não demonstra estar ofendido, mas, sim, amor e alegria. Correr em direção ao filho é uma grande quebra de protocolo, já que os costumes da época ditavam que um homem idoso jamais deveria correr ao encontro de uma pessoa, ainda menos se tivesse sido ofendido por ela.

O pai ouve a confissão de seu filho e o pedido para ser recebido como um empregado. Como resposta, ordena que ele seja vestido com a melhor roupa e receba um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Resgata a identidade e a dignidade do filho; restaura-lhe a honra e o respeito dentro de casa. Além disso, ordena que uma grande festa seja feita e que o novilho gordo, um animal reservado para ocasiões especiais, seja preparado.

Em dado momento, entretanto, o pai percebe que seu filho mais velho não está na festa. Mais uma vez, quebrando as expectativas, vai ao encontro desse filho e insiste para que ele entre. Diante da recusa e reclamação do filho, diz: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado”.

O que essa história nos ensina sobre o caráter paterno de Deus? Primeiramente, que Deus, muitas vezes, não age conforme as nossas expectativas, mas nos surpreende positivamente. Esperamos condenação, ele nos dá perdão. Esperamos rejeição, ele nos aceita. Em segundo lugar, que Deus não nos força a ficar com Ele, mas nos dá a liberdade de nos afastarmos e aproximarmos conforme a nossa vontade. “Quer ir, vá; quer voltar, volte”. Por fim que, quando decidimos voltar para Deus, apesar dos nossos pecados, Ele nos recebe com amor e alegria, restaurando a nossa identidade e dignidade de filhos. Esse é o caráter paterno de Deus.

Publicado em Artigos | Deixe um comentário

Jesus é a vida, parte 2: Por que e como Jesus é a vida?

Introdução:

Encerramos, com a lição de hoje, a série “Único: a exclusividade de Jesus”. Na semana passada, vimos as visões populares sobre como desfrutar a vida, ou, em outras palavras, em função de que as pessoas em geral vivem. Apontamos que o mundo vive em função do ego, do prazer e do dinheiro, ou seja, que o egoísmo, o hedonismo e o mamonismo são filosofias que orientam o estilo de vida do mundo. Além disso, vimos também respostas bíblicas para cada um desses “ismos”, refutando-os através da Palavra de Deus. Na lição de hoje, veremos por que e como Jesus é a vida. Que o Espírito de Jesus gere vida em nossos corações!

Desenvolvimento:

Se o mundo vive em função do ego, do prazer e do dinheiro, o convite de Jesus é que seus discípulos vivam em obediência a Deus e para as outras pessoas. As filosofias do Reino de Deus são o altruísmo e a abnegação, ou renúncia. Sintetizando isso, Jesus disse aos seus discípulos: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10.42-45).

Jesus é a vida e, por isso, pode nos ensinar a como desfrutá-la. Por que e como Jesus é a vida? Podemos apontar três respostas para isso. São elas:

1. Ele nos livra da morte espiritual

Logo no início da Bíblia Sagrada, após Adão e sua mulher terem desobedecido a Deus e passado a experimentar a morte espiritual, foi profetizado: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gênesis 2.15). Esse pequeno texto, chamado pelos estudiosos de proto-evangelho, aponta para obra de vivificação que Jesus realizaria em prol dos seres humanos. Ele os livraria da morte espiritual.

E isso ele fez! O texto da Bíblia mais conhecido diz: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Tratando de Jesus, Paulo escreveu aos Romanos: “Assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens” (Romanos 5.18). E ainda aos Coríntios: “Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados” (1Coríntios 15.21-22).

2. Ele nos dá uma nova vida

Além de nos livrar da morte espiritual, isto é, da separação de Deus, Jesus também nos dá uma nova vida, ou seja, transforma a qualidade da nossa vida na terra, nos ensinando a viver bem. João escreveu que em Jesus “estava a vida, e esta era a luz dos homens” (João 1.4). Através de seu estilo de vida, Jesus demonstrou o que é uma vida de acordo com a vontade de Deus, plena e feliz, e essa vida foi como uma luz que expôs e confrontou os seres humanos em sua maneira pecaminosa de viver. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (João 10.10). Em Jesus, há a possibilidade de uma nova vida, plena e cheia de significado, bem diferente do estilo mundano e vazio de se viver.

Paulo escreveu aos Romanos: “Considerem-se mortos para o pecados, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros dos corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida” (Romanos 6.11-13). E ainda aos Coríntios: Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. (…) Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. A coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2Coríntios 5.15,17).

3. Ele nos dá vida eterna

Além de nos livrar da morte espiritual e dar uma nova vida, Jesus também nos dá vida eterna, no sentido de podermos passar a eternidade com Deus. Aqui, cabe citar mais uma vez o texto de João 3.16, que diz: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna“. Vida eterna, nesse texto, diz respeito tanto ao livramento da morte espiritual e à transformação da qualidade da vida na terra, quanto à vida futura. A palavra grega para “vida” é “zoe” e para “eterna” é “aion”. Dentre muitas possibilidades, “zoe” aponta para a qualidade de vida que Deus tem e “aion” significa “tempo muito longo”. Assim, vida eterna também diz respeito à vida futura que desfrutaremos ao lado de Deus para todo o sempre. Essa vida nos é dada por Jesus. Ele é a garantia de que iremos participar disso.

Conclusão:

Jesus nos livra da morte espiritual, nos dá uma nova vida e nos dá a vida eterna. Contudo, conforme escreveu João, apenas aqueles que em Cristo se apropriam desses benefícios. Aquele que crê em Cristo está livre da morte espiritual, passará a eternidade ao lado de Deus e é desafiado, dia após dia, a viver uma vida de acordo com a vontade divina, a qual é plena e feliz. Jesus é único e, conforme declarou Pedro, “não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12).

  1. Você crê que Jesus é a vida?
  2. Você já experimentou o livramento da morte espiritual?
  3. Você tem sido transformado no seu modo de viver, adequando-o, dia após dia, à vontade de Deus?
  4. Você tem a garantia de uma vida ao lado de Deus após a sua morte?
Publicado em Lições de célula | Deixe um comentário

Jesus é a vida, parte 1: Visões populares sobre como desfrutar a vida

Introdução:

Na reunião da semana passada, vimos por que e como Jesus é a verdade. Jesus é a verdade porque ele assim disse e suas obras testemunham a favor disso. Jesus é verdade que pode ser conhecida por meio de revelação, razão e relacionamento. Você quer conhecê-lo? Então, creia e entregue a isso.

Na lição de hoje, vamos começar a abordar a última das três afirmações de Jesus que compõem esta série. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (João 14.6). Além disso, também disse, em João 10.10: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. Jesus é a vida e veio para que tenhamos vida plena. Entretanto, há grande diferença entre o que Jesus e o mundo dizem sobre o que é vida plena, sobre como desfrutar a vida. Nesta primeira parte, vamos ver o mundo diz sobre isso. Que o Espírito Santo abra os olhos dos nossos corações!

Desenvolvimento:

1.    Em sua opinião, o que é vida plena? Como se deve desfrutar a vida?

Essa é uma pergunta para a qual o mundo tem respostas na ponta da língua. Na verdade, a palavra “mundo” diz respeito a um estilo de vida à parte de Deus e sua vontade. Assim, há um estilo de vida mundano e um segundo o padrão divino, os quais são opostos entre si. Tiago escreveu: “Vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus” (Tiago 4.4). João também escreveu: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo” (1João 2.15-16).

2.    O que o mundo diz sobre o que é vida plena? Qual é o estilo do mundo de se desfrutar a vida?

De acordo com o texto de João que lemos, o estilo do mundo de se desfrutar a vida é movido pela cobiça da carne, cobiça dos olhos e ostentação dos bens. Em outras palavras, para o mundo a vida plena é a que se dá, por exemplo, em função do ego, do prazer e do dinheiro, ou, em palavras rebuscadas, baseada no egoísmo, no hedonismo e no mamonismo. Vamos olhar para cada um desses pontos de perto.

1. Em função do ego

No mundo, as pessoas vivem em função de si mesmas. Cuidam de seus próprios interesses e procuram o que é bom para elas. Isso é bem ilustrado na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10.30-35), tanto pelos ladrões quanto pelo sacerdote e o levita. Os ladrões tomaram o que pertencia ao homem para si. O sacerdote e o levita passaram pelo outro lado quando viram o homem quase morto, não se importando em ajudá-lo. Todos esses foram movidos pelo egoísmo, pensaram apenas em si mesmos.

Quanto a isso, Paulo escreveu o seguinte aos Filipenses: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Filipenses 2.3-4). A proposta de vida do Reino de Deus é diametralmente oposta à do mundo.

2. Em função do prazer

Uma das filosofias de vida do mundo é o hedonismo. Do grego “hedonê”, que significa “prazer”, “vontade”, o hedonismo afirma ser o prazer o alvo maior da vida humana. Em linguagem atual, podemos dizer que o hedonista é aquele que afirma: “Eu mereço ser feliz!”. De fato, as pessoas de hoje buscam angustiadamente pela felicidade, que pode ser descrita como o prazer da realização de suas vontades.

Em sua segunda carta a Timóteo, Paulo faz uma descrição abrangente dos homens dos últimos dias. Uma de suas características, de acordo com o apóstolo, é serem “mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus” (2Timóteo 3.4). Escrevendo aos Filipenses, ele se refere a pessoas cujo deus é o estômago, ou seja, que vivem em função dos desejos do corpo (Filipenses 3.19).

Quanto a isso, a fala de Paulo aos Tessalonicenses foi: “Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus” (1Tessalonicenses 4.4-5). Apesar do texto se referir especificamente à imoralidade sexual, pode ser aplicado a todo e qualquer descontrole na busca pelo prazer.

3. Em função do dinheiro

Vivemos em uma sociedade capitalista. Assim, o poder está nas mãos daqueles que têm dinheiro e muitos, na sede pelo poder, vivem em função dele. O poder e o fascínio exercido pelo dinheiro são tão grandes, que Jesus se referiu a ele na categoria de “deus”, ao dizer: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mateus 6.24). No original grego, a palavra para dinheiro é “Mamom”, a partir de que pode-se chamar a devoção ao dinheiro de “Mamonismo”. De fato, alguns vivem tanto em função de dinheiro, que o elevaram à posição de “deus” em suas vidas.

Quanto a isso, Paulo escreveu a Timóteo: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1Timóteo 6.9-10).

Conclusão:

O estilo de vida do mundo é antagônico ao padrão do Reino de Deus. Enquanto as pessoas do mundo vivem em função de si mesmas, do prazer e do dinheiro, o discípulo de Jesus é chamado a negar-se a si mesmo e crucificar a sua carne. Jesus disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?” (Mateus 16.24-26). Paulo também escreveu: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2.20).

  1. Qual é o seu estilo de vida? Como você tem desfrutado a vida?
  2. Jesus te chama a negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lo! Crucifique a sua carne e deixe que ele viva através de você!
Publicado em Lições de célula | 1 Comentário